O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão do piloto de automobilismo e empresário Willian Frederico Jaeger, condenado a cinco anos por envolvimento nos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. A decisão foi tomada após o trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos. Os atos ocorreram na BR-470, em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, entre o fim de outubro e o início de novembro de 2022. Durante a desobstrução da rodovia, o empresário foi preso em flagrante por agredir policiais rodoviários federais. Conforme a decisão de Moraes, Jaeger deverá ser preso pela Polícia Federal e encaminhado a uma unidade prisional, onde cumprirá a pena inicialmente em regime semiaberto. Segundo as investigações, o empresário teve participação direta nos bloqueios em rodovias registrados no período pós-eleitoral de 2022. As manifestações ilegais interditaram trechos estratégicos e mobilizaram forças de segurança em Santa Catarina.
Piloto e empresário agrediu agentes da PRF durante bloqueio
Durante a ação para liberar a BR-470, Jaeger arremessou pedras e utilizou barras de ferro contra agentes da Polícia Rodoviária Federal. Os policiais foram atingidos na região da cabeça, mas utilizavam capacetes, o que evitou ferimentos mais graves.
Ele chegou a ser preso em flagrante na ocasião, mas foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil. O processo foi encaminhado ao STF por conexão com investigações mais amplas sobre atos antidemocráticos, incluindo desdobramentos relacionados aos episódios de 8 de janeiro.
Jaeger foi condenado pelos crimes de associação criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ambos relacionados aos bloqueios em rodovias.
Até a publicação da reportagem, o mandado de prisão ainda não havia sido cumprido, e a defesa do piloto e empresário, que é natural de Ibirama, não foi localizada pela reportagem.
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