A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação de grande porte para aprofundar investigações sobre possíveis crimes de corrupção e irregularidades financeiras relacionadas à Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN). A ação, batizada de “Emissário”, foi realizada nos dias 28 e 29 de abril e teve como foco principal apurações envolvendo operações financeiras realizadas entre os anos de 2014 e 2020.
As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção e ganharam força a partir de informações técnicas encaminhadas pelo Ministério Público, baseadas em relatórios produzidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC).
Segundo a apuração, há suspeitas de prejuízos milionários aos cofres da estatal catarinense por meio de operações estruturadas com fundos de investimento, aquisição de ativos financeiros e movimentações societárias consideradas complexas.
A investigação busca esclarecer como os recursos teriam sido movimentados ao longo dos anos e identificar a possível participação de agentes públicos e operadores financeiros nas operações analisadas.
Conforme os dados apurados pela Polícia Civil, as movimentações investigadas começaram em 2014 e envolveram fundos de investimento ligados ao direcionamento de recursos para empresas privadas associadas a um dos investigados.
Ainda segundo a investigação, novos aportes financeiros teriam sido realizados até 2017. Já em 2020, o fundo de investimento relacionado ao caso acabou sendo avaliado em valor zerado.
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Florianópolis, Rancho Queimado e também no Rio de Janeiro.
As equipes apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais considerados importantes para o aprofundamento das investigações e para a identificação dos possíveis beneficiários finais dos recursos movimentados.
A operação contou com apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Civil catarinense, incluindo delegacias ligadas ao combate à corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.
A escolha do nome “Emissário” faz referência simbólica à condução e ao escoamento de recursos financeiros, conceito central das investigações em andamento.
A operação movimentou setores ligados à investigação financeira e ao combate à corrupção em Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis, onde parte das diligências foi realizada.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre eventuais responsabilizações individuais nem informou se haverá novas fases da operação.
As investigações seguem em andamento e devem avançar a partir da análise do material apreendido durante as buscas.
A reportagem do portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos da operação “Emissário” e as investigações envolvendo movimentações financeiras relacionadas à CASAN na Grande Florianópolis.
Palavras-chavena Grande Florianópolis.





