A inadimplência das famílias catarinenses registrou alta em maio de 2026, alcançando o maior patamar para o mês desde 2023. O aumento ocorre há dois meses consecutivos. Conforme a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da Fecomércio SC, a parcela das famílias com contas em atraso chegou a 27,4%.
Em abril de 2026, o percentual foi de 27,3%. Segundo o órgão, o aumento evidencia um quadro de maior pressão sobre o orçamento doméstico. De acordo com o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o índice acima da média histórica – que gira entre 22% – acende um alerta.
“Além disso, fatores externos, como a guerra no Irã e a elevação do preço do petróleo, têm pressionado a inflação, que volta a subir. Com isso, a expectativa de redução dos juros diminui, impactando diretamente o consumo das famílias”, disse.
Endividamento também cresceu no período
Endividamento também cresceu no período
O endividamento também cresceu no período, passando de 75,1% para 76,1% entre abril e maio. Os dados apontam para um maior uso do crédito em relação a outros métodos de pagamento. Apesar do aumento, Santa Catarina permanece abaixo da média nacional, que é de 81,6%.Em contrapartida, uma melhoria no indicador de famílias sem condições de quitar os débitos foi registrada. O percentual recuou para 10,3%, apesar de ainda superar os índices do mesmo mês em 2025.
Cartão de crédito é responsável pelo maior percentual de dívidas
O cartão de crédito continua na liderança entre os maiores tipos de compromisso financeiro dos catarinenses, correspondendo a 85,7% do endividamento dos lares catarinenses. Os carnês aparecem em segundo lugar, com 26,7%, seguidos do crédito pessoal, com 19,4%.
O Fecomércio SC apontou que a situação demanda maior prudência, com custos mais elevados e condições financeiras mais apertadas, o que tende a restringir o consumo nos próximos meses e reforça a necessidade de planejamento por parte dos consumidores.
Palavras-chavepor parte dos consumidores.





