No primeiro encontro pessoalmente após as novas possíveis tarifas contra o Brasil, os presidentes Donald Trump e Lula não se cumprimentaram e nem trocaram palavras na foto de 'família' com os líderes na reunião do G7, que ocorre na França.
Lula diretamente teve maior contato com António Costa, presidente do Conselho Europeu; Keir Starmer, primeiro-ministro da Inglaterra; e Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, presidente do Egito. Após o final da foto, o presidente brasileiro conversava com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
Antes, na hora que passou, Lula estava ao lado de Trump, que conversava com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung.
Dessa forma, eles não tiveram nenhum momento de oportunidade para se cumprimentarem.
O presidente Lula participa, nesta terça-feira (16), como convidado da Cúpula do G7, na França. O líder brasileiro vai discursar à tarde, na sessão ampliada do encontro, que reúne as 7 democracias mais ricas do mundo.
Por enquanto, não está previsto um encontro de Lula com o presidente Donald Trump para discutir a ameaça de um novo tarifaço.
O brasileiro vai se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para contestar as recentes restrições impostas pelo bloco à carne brasileira.
O presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa, falou sobre o encontro com Lula para discutir o embargo.
O presidente Lula participa de duas sessões plenárias na cúpula do G7 dedicadas ao desenvolvimento internacional e ao crescimento econômico equilibrado.
O líder brasileiro vai defender a manutenção de recursos financeiros para a ajuda aos países mais pobres e a reforma de organismos internacionais, como a ONU.
Em entrevista à EBC, o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond, explicou a postura do Brasil no G7.
Lula tenta encontro com Trump no G7 para negociar tarifas e ampliar agenda diplomática
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Évian-les-Bains, na França, para participar, como convidado, da Cúpula do G7, grupo que reúne algumas das principais economias do mundo. A expectativa do governo brasileiro é viabilizar um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Embora não haja uma reunião oficial marcada, a equipe brasileira antecipou a chegada de Lula para tentar um contato direto com o americano e discutir a ameaça de novas tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros.
Segundo integrantes do governo, cerca de 25% dessas taxas ainda poderiam ser revertidas por meio do diálogo. Durante a cúpula, Lula deve adotar um discurso contrário ao protecionismo, evitando, porém, críticas diretas a Trump.
A relação com as grandes empresas de tecnologia também estará no centro das discussões. Após os Estados Unidos utilizarem decisões da Justiça brasileira envolvendo plataformas digitais como justificativa para as novas tarifas, o presidente pretende reforçar que o Brasil não promove perseguição às big techs e que o país permanece aberto aos negócios, desde que sejam respeitadas as leis brasileiras.
Antes de desembarcar na França, Lula esteve em Genebra, na Suíça, onde se reuniu com o presidente do país, Guy Parmelin. Os dois líderes manifestaram apoio ao acordo entre Mercosul e EFTA e defenderam a ampliação das relações comerciais como resposta ao avanço do protecionismo. Também acertaram o fortalecimento da cooperação em áreas como inteligência artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa.
Ao longo dos próximos dias, o presidente brasileiro ainda deverá se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, além da primeira-ministra do Japão, do presidente do Egito e do secretário-geral da Interpol, o brasileiro Valdecy Urquiza.
Palavras-chaveo brasileiro Valdecy Urquiza.
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