

Os números da pesquisa do IPC também mostram uma disputa equilibrada pelas vagas ao Senado. O instituto realizou duas projeções estimuladas: uma considerando a soma dos dois votos permitidos ao eleitor e outra separando o primeiro e o segundo voto.
Nos dois cenários, a disputa principal ocorre entre Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Na projeção da soma dos votos (1º + 2º voto), Caroline de Toni (PL) aparece com 39% das citações. Em seguida vêm Carlos Bolsonaro (PL), com 38,6%; Esperidião Amin (PP), com 34,1%; Décio Lima (PT), com 27%; Antídio Lunelli (MDB), com 11,3%; Afrânio Boppré (PSOL), com 7%; e Jeferson Rocha (PRD), com 4,7%. Não souberam responder 24,1% dos entrevistados, enquanto 14,3% disseram votar em branco ou nulo.
Quando os entrevistados responderam separadamente qual seria o primeiro e o segundo voto para senador, o primeiro voto ficou distribuído da seguinte forma: Carlos Bolsonaro (PL), 27,4%; Esperidião Amin (PP), 17,8%; Décio Lima (PT), 16,8%; Caroline de Toni (PL), 14,4%; Antídio Lunelli (MDB), 7%; Afrânio Boppré (PSOL), 2%; e Jeferson Rocha (PRD), 1,9%. Não souberam responder 7,2% e 5,5% afirmaram votar em branco ou nulo.
Já para o segundo voto, os resultados foram: Caroline de Toni (PL), 24,6%; Esperidião Amin (PP), 16,3%; Carlos Bolsonaro (PL), 11,1%; Décio Lima (PT), 10,2%; Afrânio Boppré (PSOL), 5%; Antídio Lunelli (MDB), 4,4%; e Jeferson Rocha (PRD), 2,8%. Não souberam responder 16,9% dos entrevistados, e 8,8% afirmaram votar em branco ou nulo.
A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-09576/2026 e SC-09951/2026.
Tendências de votos dos eleitores são analisadas
O diretor do Instituto de Pesquisa Catarinense, Renato Rampinelli, avalia que os números mostram uma disputa ainda equilibrada para o Senado, enquanto o cenário para a Presidência apresenta uma tendência mais consolidada em Santa Catarina.
“Nós temos candidatos que se posicionam mais à direita e que concentram a maior parte das intenções de voto. Entre eles, há uma disputa mais equilibrada. Já a esquerda também apresenta um percentual expressivo, mostrando que a eleição para o Senado ainda tem muita coisa para acontecer. Para presidente, a pesquisa retrata aquilo que, de fato, é Santa Catarina: um estado com perfil político mais voltado à direita, o que explica essa tendência e não surpreende o percentual obtido pelo presidente Lula”, afirma Rampinelli.
Caso a eleição fosse hoje, tanto na pesquisa estimulada — quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados — quanto na espontânea — quando o eleitor informa livremente em quem pretende votar —, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) lideraria a preferência do eleitorado catarinense.
Já para o Senado, nos dois cenários, a disputa aparece concentrada entre os pré-candidatos Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).
Para o presidente da Associação Catarinense de Jornais (ACJ), Cristiano Carrador, a divulgação da pesquisa reforça o compromisso da entidade em mostrar ao eleitor catarinense as tendências da corrida eleitoral.
“Assim como no levantamento para governador na quarta-feira, hoje, ao apresentarmos os dados para presidente e senador, cumprimos novamente a nossa missão de mostrar a preferência atual do eleitorado catarinense. É importante ressaltar que o trabalho realizado pelo IPC foi feito presencialmente e seguiu critérios científicos”, afirma Carrador.
Dados da pesquisa
Coleta de dados: 9 a 13/07/2026
Margem de erro: 3 p.p. para mais ou para menos
Nível de confiança: 95%
Número de entrevistas: 1.050 entrevistados
Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense
Contratante: Associação Catarinense de Jornais
Número de registro da pesquisa: BR-09576/2026 e SC-09951/2026
Palavras-chaveNúmero de registro da pesquisa: BR-09576/2026 e SC-09951/2026





