Os pilares da Ponte Colombo Salles, em Florianópolis, mostram a falta de manutenção da passarela. As rachaduras, o desplacamento de concreto e ferragens expostas, evidenciando o desgaste provocado pela ação do tempo e da maresia. A situação pode ser vista por quem utiliza diariamente a passarela. Para especialistas, os danos visíveis são um alerta para a necessidade de intervenções preventivas e corretivas, antes que o problema se agrave. O engenheiro civil Rogério Bonini, integrante do Comitê de Gestão de Risco do Crea-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina), afirma que verificou pessoalmente sinais de deterioração em alguns elementos da estrutura.
“Verifiquei alguns pilares e diagonais de concreto armado que estavam em processo de deterioração. Quando as ferragens das estruturas de concreto sofrem corrosão, elas provocam o desplacamento do concreto e ficam expostas. Uma vez expostas, esse processo corrosivo se acelera”, explica.

Segundo Bonini, embora os danos exijam atenção, não há indícios de comprometimento imediato à estabilidade da ponte.
“Basicamente, a ponte não apresenta nenhum problema que permita afirmar que exista risco estrutural. Mas a ação da maresia, a corrosão e a exposição das ferragens, após o desplacamento do concreto, são sinais claros de que devem ser realizadas manutenções preventivas e corretivas”, destaca.

Pintura ameniza aparência, mas não corrige desgaste
Apesar da SIE/SC (Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade) ter realizado a pintura dos pilares, a recuperação estrutural da passagem ainda não foi executada.
O engenheiro diferencia uma intervenção estética de uma recuperação estrutural. De acordo com ele, apenas pintar os pilares não resolve o problema.

“A pintura é uma medida estética, não estrutural. A recuperação exige lixar as ferragens expostas, aplicar um produto para interromper a corrosão e recompor o concreto que protege o aço. Essa camada de concreto, chamada de cobrimento, é justamente a responsável por proteger as ferragens”, afirma.
Além dos riscos de agravamento da deterioração, Bonini alerta para o aumento dos custos caso a manutenção seja adiada. “Fazer a manutenção agora é relativamente barato. Se esse processo evoluir, os custos aumentam significativamente”, ressalta.
Desgaste em ponte de Florianópolis acende alerta para manutenção preventivaFoto: Reprodução/ND Mais
Os pilares da Ponte Colombo Salles, em Florianópolis, mostram a falta de manutenção da passarela. As rachaduras, o desplacamento de concreto e ferragens expostas, evidenciando o desgaste provocado pela ação do tempo e da maresia.
A situação pode ser vista por quem utiliza diariamente a passarela. Para especialistas, os danos visíveis são um alerta para a necessidade de intervenções preventivas e corretivas, antes que o problema se agrave.

O engenheiro civil Rogério Bonini,
Verifiquei alguns pilares e diagonais de concreto armado que estavam em processo de deterioração. Quando as ferragens das estruturas de concreto sofrem corrosão, elas provocam o desplacamento do concreto e ficam expostas. Uma vez expostas, esse processo corrosivo se acelera”, explica.
Segundo Bonini, embora os danos exijam atenção, não há indícios de comprometimento imediato à estabilidade da ponte.
“Basicamente, a ponte não apresenta nenhum problema que permita afirmar que exista risco estrutural. Mas a ação da maresia, a corrosão e a exposição das ferragens, após o desplacamento do concreto, são sinais claros de que devem ser realizadas manutenções preventivas e corretivas”, destaca.
Pintura ameniza aparência, mas não corrige desgaste
Apesar da SIE/SC (Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade) ter realizado a pintura dos pilares, a recuperação estrutural da passagem ainda não foi executada.
O engenheiro diferencia uma intervenção estética de uma recuperação estrutural. De acordo com ele, apenas pintar os pilares não resolve o problema.
“A pintura é uma medida estética, não estrutural. A recuperação exige lixar as ferragens expostas, aplicar um produto para interromper a corrosão e recompor o concreto que protege o aço. Essa camada de concreto, chamada de cobrimento, é justamente a responsável por proteger as ferragens”, afirma.
Além dos riscos de agravamento da deterioração, Bonini alerta para o aumento dos custos caso a manutenção seja adiada. “Fazer a manutenção agora é relativamente barato. Se esse processo evoluir, os custos aumentam significativamente”, ressalta.
Nossa reportagem entrou em contato com a SIE (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade), mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Palavras-chave
O espaço segue aberto.





