O Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou a proposta apresentada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra em Gaza. O acordo inclui medidas como o desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, e a retirada gradual do Exército de Israel do território palestino. O anúncio ocorre após quase dois anos de conflito iniciado em outubro de 2023 e foi divulgado pelo próprio Trump na noite de quinta-feira (30). Em uma publicação na rede Truth Social, o presidente americano classificou o plano como um “acordo HISTÓRICO” e um “passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”. Segundo a agência AFP, apesar da confirmação do Hamas, Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo. Uma fonte política israelense afirmou à agência que a proposta não atende completamente às exigências do país por uma desmilitarização total da Faixa de Gaza.
Hamas aceita proposta de Trump e fala em concessões
Duas fontes de alto escalão do Hamas confirmaram à AFP que o grupo aceitou os termos envolvendo o desarmamento e a retirada das forças israelenses. Segundo os negociadores, a decisão foi tomada diante da situação humanitária no território.
O negociador Ghazi Hamad afirmou que o movimento fez concessões durante as negociações.
“O Hamas está fazendo ‘concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento’”, declarou Hamad. Segundo ele, Israel não participará diretamente do processo de desarmamento.
Comitê guerra GazaFoto: اللجنة الوطنية لإدارة غزة NCAG/@ncagaza/Instagram
“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do NCAG (Comitê Nacional para a Administração de Gaza).
De acordo com uma fonte diplomática ouvida pela AFP, as armas do grupo seriam entregues ao NCAG, formado por tecnocratas palestinos que deverão administrar Gaza durante o período de transição.
Desarmamento é ponto central para avanço do acordo
O desarmamento do Hamas era uma das principais barreiras para a implementação da segunda fase do cessar-fogo firmado em outubro entre Israel e o grupo palestino.
Segundo Trump, essa etapa é fundamental para a criação de uma nova estrutura de governo em Gaza. O plano prevê que, após o desarmamento, as tropas israelenses deixem gradualmente o território e uma Força Internacional de Estabilização assuma a segurança em conjunto com uma nova polícia palestina.
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“Uma vez que o Hamas estiver desarmado, as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”, afirmou Trump.
Guerra em Gaza já deixou milhares de mortos
O conflito começou após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.221 mortos, segundo dados oficiais israelenses, além de 251 pessoas sequestradas.
A ofensiva militar israelense em resposta ao ataque deixou mais de 73 mil mortos na Faixa de Gaza, segundo números do Ministério da Saúde administrado pelo Hamas.
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Mesmo com o cessar-fogo em vigor, a violência continua no território. Na quinta-feira (30), bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde locais.
No início de julho, o Hamas anunciou a dissolução do comitê responsável pela administração dos assuntos civis de Gaza desde 2007 e afirmou que pretendia transferir essas funções ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
Palavras-chaveAdministração de Gaza.





