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STF autoriza novo inquérito contra Lulinha: PF investiga atuação do filho de Lula na Dataprev Justiça

STF autoriza novo inquérito contra Lulinha: PF investiga atuação do filho de Lula na Dataprev

01-08-2026 há 7 horas

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou a Polícia Federal a abrir um novo inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão foi tomada na sexta-feira (31) e amplia as apurações sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Lula (PT). Segundo a investigação, Lulinha é suspeito de ter atuado para favorecer um empresário interessado em negociar contratos com a Dataprev, empresa pública responsável pela tecnologia e pelo processamento de dados da Previdência Social, além de outros órgãos do governo federal.

Novo inquérito contra Lulinha é desdobramento de investigação já em andamento

A autorização de André Mendonça atende a um pedido da Polícia Federal feito no âmbito do primeiro inquérito que já investiga Lulinha. De acordo com os investigadores, o novo procedimento é um desdobramento das apurações relacionadas a suposto tráfico de influência em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS“.

O empresário é investigado por possíveis negociações envolvendo o Ministério da Saúde para a venda de cannabis medicinal.

STF autoriza novo inquérito contra Lulinha: PF investiga atuação do filho de Lula na Dataprev

                  PF apura se Lulinha favoreceu um empresário interessado em contratos com a Dataprev

Agora, a PF pretende apurar se houve atuação de Lulinha para facilitar interesses do empresário junto à Dataprev. A estatal é vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e administra a base de dados utilizada pelo INSS. 

Defesa critica nova investigação

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, criticou a abertura do novo inquérito e afirmou que a Polícia Federal estaria adotando uma estratégia de “tentativa e erro”.

“Pelo jeito, a Polícia Federal está adotando uma estratégia de tentativa e erro, não achei aqui e vou procurar ali. É inacreditável, está fazendo a chamada melhor de três. Isso é pirotecnia”, declarou ao UOL.

O advogado também afirmou confiar na instituição e no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mas disse que há uma disputa interna dentro da corporação e classificou a investigação como uma “brincadeira de mau gosto”.

Lula diz que filho não terá tratamento privilegiado

Na véspera da decisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as investigações envolvendo o filho durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda. 

Segundo o presidente, ele não utilizará o cargo para interferir nas apurações.

“Se o meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio”, afirmou Lula. 

Entenda o caso

Este é o segundo inquérito autorizado por André Mendonça para investigar Lulinha. 

No dia 30, o ministro já havia autorizado outra investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em negociações ligadas ao Ministério da Saúde.

De acordo com o pedido da Polícia Federal, há suspeitas de que Lulinha teria utilizado sua influência junto ao Palácio do Planalto e ao Ministério da Saúde para vender acesso a integrantes do governo em troca de pagamentos.

Inicialmente, o pedido de abertura do inquérito foi encaminhado pela PF à presidência do STF para distribuição. A Corte, no entanto, decidiu enviar o caso ao ministro André Mendonça por considerar que os fatos têm relação com as investigações sobre as fraudes no INSS, já relatadas pelo magistrado.

Palavras-chave
já relatadas pelo magistrado. ​



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