A CBF anunciou novas regras de arbitragem para o futebol brasileiro, com aplicação imediata nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Brasileirão Feminino A1. As mudanças seguem diretrizes utilizadas na Copa do Mundo de 2026 e têm como principal objetivo aumentar o tempo de bola rolando nas partidas.
Entre as principais novidades está a mudança no tempo que o goleiro pode permanecer com a bola nas mãos. A partir de agora, o limite será de oito segundos. Caso o jogador ultrapasse o período, a equipe adversária terá direito a um escanteio.
As alterações foram apresentadas durante uma reunião da CBF com clubes, realizada no Rio de Janeiro. O encontro também marcou o início das discussões sobre a criação da Liga do Futebol Brasileiro e sobre o regulamento da temporada de 2027.
Novas regras da CBF já estão valendo
Segundo a CBF, a adoção das novas regras busca aumentar o tempo efetivo de jogo no futebol brasileiro. Atualmente, as partidas da Série A do Campeonato Brasileiro têm média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando. A meta estabelecida pela Fifa é chegar a 60 minutos.
A entidade estima que as novas medidas possam acrescentar aproximadamente cinco minutos e 49 segundos de bola em jogo por partida. Além das mudanças nas regras, a CBF confirmou um investimento de R$ 200 milhões na arbitragem entre 2026 e 2027. Os recursos serão destinados principalmente à aquisição de equipamentos e à capacitação dos profissionais.
Goleiros terão apenas oito segundos com a bola
Uma das principais mudanças envolve os goleiros. Agora, o goleiro terá oito segundos para soltar a bola depois de dominá-la com as mãos. Se ultrapassar o limite, a arbitragem marcará escanteio para o adversário.
A medida pretende evitar que os goleiros utilizem longos períodos para controlar o ritmo das partidas.
Lateral e tiro de meta terão limite de tempo
A CBF também estabeleceu novos limites para outras situações de jogo. As cobranças de lateral e tiro de meta terão prazo máximo de cinco segundos. Já as substituições deverão ser realizadas em até dez segundos.
A intenção é diminuir o tempo perdido em situações recorrentes durante as partidas e aumentar o período de bola rolando.
Jogador atendido ficará um minuto fora
Outra mudança envolve o atendimento médico dentro de campo. Jogadores que receberem atendimento durante a partida precisarão permanecer fora do campo por um minuto antes de retornar.
No caso de um goleiro que precisar de atendimento, um jogador de linha será escolhido pelo treinador ou pelo capitão para ficar fora durante o mesmo período.
Apenas capitães poderão falar com a arbitragem
A CBF também adotou uma medida para controlar as reclamações dos jogadores. Em situações específicas, apenas o capitão poderá dialogar com a equipe de arbitragem. A medida segue uma tendência já adotada em competições internacionais para reduzir as reclamações coletivas em torno dos árbitros.
VAR poderá revisar cartões que resultem em expulsão
O VAR também terá novas possibilidades de atuação.A partir da implementação das mudanças, o árbitro de vídeo poderá revisar cartões amarelos que resultem em uma expulsão.
A partir de 2027, o protocolo deverá ser ampliado para permitir a correção de escanteios marcados de maneira equivocada quando a sequência da jogada terminar em gol ou pênalti.
“Protocolo Vini Jr.” prevê cartão vermelho em discussões
Outra novidade anunciada pela CBF foi apelidada de “Protocolo Vini Jr.”.
A regra prevê cartão vermelho para jogadores que cubram a boca durante discussões em campo, em uma medida voltada a coibir comportamentos considerados inadequados durante confrontos entre atletas.
O nome faz referência a uma situação envolvendo o atacante brasileiro Vini Jr. em uma partida.
CBF investirá R$ 200 milhões na arbitragem
Além das mudanças nas regras, a CBF anunciou R$ 200 milhões em investimentos na arbitragem entre 2026 e 2027. O presidente da entidade, Samir Xaud, afirmou que as medidas fazem parte de um processo de modernização do futebol brasileiro.
Segundo o dirigente, a CBF pretende discutir as próximas etapas com clubes e federações ao longo de uma série de reuniões.
*Texto com informações do SBT Sports
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