As obras no muro subterrâneo de contenção de seis quilômetros da Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, chegaram à reta final do trecho da Barra Sul. O objetivo é proteger o futuro calçadão da praia contra a maré alta.A obra ocupa a faixa de areia e tem um traçado sinuoso. Imagens aéreas mostram que a estrutura de concreto que acompanha o terreno escavado em curvas ao longo da praia A estrutura de concreto armado terá mais de dois metros de profundidade e vai funcionar como contenção e barreira contra a erosão, segundo o município. A obra faz parte do projeto de reurbanização da orla, estimado em mais de R$ 31 milhões, ao todo.
O trecho que está prestes a ser finalizado, o da Barra Sul, vai do número 4770 da Avenida Atlântica até a Rua 4400, uma extensão de 400 metros, conforme a Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. Faltam 100 metros.
A pasta informou que as obras nessa parte do muro devem terminar ainda em agosto. Os trabalhos no trecho devem continuar com as demais etapas, incluindo o calçadão, iluminação e paisagismo.
Para a realização da obra, foi necessário o fornecimento de uma licença ambiental pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e a autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Essa não é a primeira obra de grande porte na Praia Central. Em 2021, a orla passou por um alargamento em 2021, que aumentou a faixa de areia de 25 para 70 metros.
Como funciona o muro de contenção?
O novo calçadão contempla o projeto de reurbanização da Praia Central e será construído em cima da areia. Como a maré pode levar essa areia, o muro de construção é feito para que o mar não puxe de volta a estrutura do novo calçadão.
A ideia é que o mar bata no muro de proteção e volte. Inclusive a estrutura acompanha as curvas do novo calçadão.
Praia tem outro muro de proteção desde os anos 80
Segundo a prefeitura, já existe um muro de proteção costeira desde a década de 1980, que protege o calçadão atual da Praia Central. Sem ele, o calçadão poderia ter sido levado com o avanço da maré alta.
O diretor de Projetos Especiais da prefeitura, Bruno Nitz, explicou que esse muro feito na década de 1980 vai continuar. No entanto, no início das obras de macrodrengagem (leia mais sobre elas abaixo), como os trabalhos eram feitos muito perto da estrutura, ela acabou sendo quebrada.
Como a equipe decidiu manter o muro original, na prática, ficarão duas estruturas.
"Nós afastamos um pouquinho o traçado dela [obra de macrodrenagem] para afastar do muro e conseguir executar toda a obra da macrodrenagem sem quebrar esse muro", explicou o diretor.A prefeitura não detalhou a diferença estrutural entre os dois muros nem explicou o motivo da decisão de manter a antiga estrutura. Poças de água apareceram na areia da Praia Central Após a obra de alargamento, em 2021, poças de água semelhantes a piscinas naturais passaram a aparecer na orla em períodos de maré alta, chamando a atenção de frequentadores e gerando questionamentos sobre os efeitos dessa ampliação. Segundo a prefeitura, o muro feito de concreto armado (junção de concreto com barras de aço) e base de pedra vai funcionar como proteção costeira para evitar a formação desses acúmulos de água. A contenção será construída entre a área de restinga e o passeio para pedestres, que também fazem parte da reurbanização.
Palavras-chave
fazem parte da reurbanização.





