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Reviravolta nas Casas Bahia: Justiça bate o martelo e manda recontratar todos os 1,9 mil funcionários demitidos Justiça

Reviravolta nas Casas Bahia: Justiça bate o martelo e manda recontratar todos os 1,9 mil funcionários demitidos

19-08-2026 há 1 dia

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A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões coletivas do Grupo Casas Bahia e determinou o restabelecimento provisório dos vínculos de cerca de 1.900 funcionários. Os trabalhadores foram demitidos entre 13 e 17 de agosto, durante a reestruturação da empresa. A decisão liminar é da juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília. Segundo a magistrada, as demissões ocorreram sem negociação prévia com os sindicatos.

Casas Bahia tem cinco dias para recontratar 1,9 mil funcionários

A empresa terá cinco dias para restabelecer os vínculos dos trabalhadores atingidos pela decisão e devolver os funcionários à folha de pagamento. As informações são do UOL. 

A determinação também prevê a reativação dos benefícios contratuais. Planos de saúde e outros serviços de assistência suspensos por causa das demissões deverão ser restabelecidos em até 48 horas, nas mesmas condições anteriores aos cortes.

Reviravolta nas Casas Bahia: Justiça bate o martelo e manda recontratar 1,9 mil funcionários demitidos

    A Justiça proibiu as Casas Bahia de realizar novas demissões em massa sem negociação sindical prévia

A Casas Bahia também não poderá fazer novas demissões coletivas sem negociação sindical prévia. 

A empresa deverá convocar a CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) e os sindicatos envolvidos em até 48 horas. As entidades deverão discutir alternativas às demissões e possíveis formas de realocação dos funcionários.

Casas Bahia está em recuperação judicial

As demissões ocorreram durante o processo de reestruturação financeira do Grupo Casas Bahia. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar uma dívida de R$ 17,3 bilhões. 

Como parte do processo, o grupo fechou 298 lojas.

Na decisão, a Justiça destacou que as dificuldades financeiras da empresa não eliminam a necessidade de proteção aos trabalhadores. A recuperação judicial deve ser conciliada com a preservação dos empregos.

A empresa fechou 298 lojas como parte do processo de reestruturação financeiraFoto: Diário do Rio/Reprodução

                         A empresa fechou 298 lojas como parte do processo de reestruturação financeira

STF exige negociação antes de demissões em massa

A decisão da Justiça do Trabalho segue o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre demissões coletivas. 

Segundo a tese do STF, empresas devem negociar previamente com os sindicatos antes de realizar demissões em massa. A regra não exige, porém, que haja acordo entre as partes.

A decisão da Justiça do Trabalho é provisória e vale enquanto a ação apresentada pela categoria continua em análise.

Para Guiomar Vidor, vice-presidente da CNTC, a recuperação da empresa também precisa considerar o impacto das demissões sobre os trabalhadores e suas famílias.

“O trabalhador não pode ser tratado apenas como um número em uma planilha de redução de custos. Por trás de cada emprego existem famílias que dependem daquela renda.”

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que dependem daquela renda.”



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