Recém-inaugurada na região do Campo Duna, em Garopaba, a Alliance Praia do Rosa começa a construir sua história com uma proposta que vai além do aprendizado de técnicas de jiu-jitsu. Em cerca de dois meses de funcionamento, a academia já reúne aproximadamente 50 alunos entre crianças e adultos e busca apresentar o esporte como uma ferramenta para desenvolver o corpo, a mente e habilidades que acompanham o aluno também fora do tatame.
Inaugurada em julho, na SC-434, a unidade tem entre seus diferenciais o fato de os quatro sócios serem praticantes de jiu-jitsu que começaram na própria Alliance desde a faixa branca. A experiência pessoal com a metodologia está na base do projeto, que tem como principal foco as aulas para crianças, mas também recebe adultos interessados em iniciar ou desenvolver a prática.
A proposta é mostrar que o jiu-jitsu não precisa estar necessariamente associado à competição. Para a equipe da academia, o esporte pode fazer parte da rotina de diferentes gerações e contribuir para aspectos como disciplina, concentração, confiança, coordenação motora, autocontrole e convivência.
E quem vive essa experiência dentro do tatame começa a perceber as mudanças também fora dele.

Para as crianças, o jiu-jitsu começa muito antes da competição
Na infância, cada treino representa uma oportunidade de aprender algo novo.
As aulas da Alliance são estruturadas de acordo com a idade, o nível técnico e o tempo de aprendizado de cada aluno. Antes de chegar às técnicas mais avançadas, as crianças passam pelos fundamentos da modalidade, aprendendo a se movimentar, cair com segurança e compreender posições.
Mas existe outro aprendizado acontecendo simultaneamente.
Durante os treinos, os alunos são estimulados a desenvolver disciplina, respeito, concentração, responsabilidade e confiança. Também trabalham aspectos físicos, como coordenação motora, equilíbrio e consciência corporal.
A proposta é que essas habilidades sejam construídas de maneira progressiva, respeitando o ritmo individual de cada criança.
Para os responsáveis pela Alliance Praia do Rosa, o objetivo não é apenas formar atletas.
A ideia é contribuir para que os alunos se tornem crianças mais confiantes e preparadas para enfrentar desafios dentro e fora do tatame.
A evolução também aparece dentro de casa
Os resultados dessa proposta começam a ser percebidos pelas famílias.
Quando os responsáveis por Átila procuraram uma atividade para o menino, a intenção inicial era encontrar uma alternativa para reduzir o tempo dedicado às telas. Depois de experimentar outras modalidades, ele encontrou no jiu-jitsu uma atividade que despertou seu interesse.
Hoje, segundo a família, Átila gosta das aulas, dos professores e dos colegas e demonstra vontade de não perder os treinos.
Mas foi uma mudança comportamental que mais chamou a atenção.
Ele tinha dificuldade em lidar com situações nas quais não conseguia vencer. Aos poucos, o esporte passou a ajudá-lo a compreender que perder também faz parte do aprendizado.
A disciplina, o respeito, a persistência e a confiança desenvolvidas durante as aulas começaram a aparecer também na rotina familiar.
O tatame, nesse caso, tornou-se um espaço para aprender algo que nenhuma competição consegue ensinar sozinha: nem sempre é possível ganhar, mas sempre existe a possibilidade de aprender com aquilo que aconteceu.
Coordenação, concentração e confiança fazem parte do processo
Outra família também percebeu mudanças no desenvolvimento das filhas desde o início dos treinos.
De acordo com o relato dos responsáveis, a evolução apareceu tanto na parte física quanto nos aspectos comportamentais.
Bia, de quatro anos, apresentou avanços especialmente na coordenação motora. A família conta que se surpreendeu com a capacidade da menina de acompanhar as atividades, manter a atenção e executar os movimentos propostos.
Com Liz, os avanços foram percebidos principalmente na concentração, no autocontrole e na confiança.
O esporte também criou uma nova possibilidade de aproximação dentro da própria família. Como um dos responsáveis também pratica jiu-jitsu, as meninas passaram a demonstrar interesse pelo assunto, fazendo perguntas sobre posições e movimentos aprendidos durante as aulas.
As conversas sobre o esporte acabaram se transformando em momentos de troca entre pais e filhas.
Assim, parte do que começa no tatame continua dentro de casa.
Um método pensado para acompanhar cada etapa
A Alliance utiliza uma metodologia de ensino desenvolvida para proporcionar uma evolução organizada, segura e progressiva.
O chamado Método Alliance leva em consideração a idade, o nível técnico e o tempo de aprendizado de cada aluno. A intenção é evitar que o desenvolvimento seja tratado como uma corrida e permitir que cada praticante avance de acordo com suas próprias características.
Essa lógica também aparece no sistema de graduação.
As faixas e os graus representam etapas de evolução e levam em consideração fatores como frequência, constância nos treinos, desenvolvimento técnico, compreensão dos fundamentos, disciplina, comportamento e evolução individual.
Para as crianças, as pequenas conquistas ajudam a transformar o aprendizado em metas alcançáveis.
Ao mesmo tempo, elas aprendem que a graduação não é uma disputa para descobrir quem chega primeiro à próxima faixa.
Cada aluno tem seu próprio tempo.
A mesma linguagem em diferentes unidades
Outro diferencial da metodologia é a padronização entre as unidades Alliance.
Um aluno que treina em uma academia da rede, como em Porto Alegre, pode visitar a unidade da Praia do Rosa durante as férias e encontrar uma estrutura de ensino baseada na mesma linguagem e nos mesmos fundamentos.
A ideia é proporcionar continuidade ao aprendizado mesmo quando o praticante estiver temporariamente em outra cidade.
Para uma rede que trabalha com alunos de diferentes idades e níveis de experiência, essa uniformidade também ajuda a manter a identidade da metodologia.
Aos quase 50, Viviane encontrou no tatame uma nova atividade
Se para uma criança o jiu-jitsu pode representar uma descoberta, para um adulto ele também pode significar o início de uma nova fase.
Foi o que aconteceu com Viviane Jacoby, de 49 anos.
Mãe de três filhos e empresária, ela começou a praticar jiu-jitsu quase por acaso. Levava o filho para os treinos e tinha um intervalo entre deixá-lo e buscá-lo. Como já praticava musculação, decidiu aproveitar aquele período para experimentar uma atividade diferente.
A expectativa inicial era complementar o treinamento. A experiência, porém, acabou mudando sua percepção sobre a modalidade.
Viviane conta que chegou ao jiu-jitsu com a impressão de que se tratava de uma prática agressiva. No tatame, encontrou um ambiente baseado no cuidado e no respeito.
Ela destaca a atenção dos professores e dos próprios colegas, que ajudam uns aos outros durante o processo de aprendizagem.
A experiência também trouxe uma dimensão social que ela não esperava.
Além do exercício físico, surgiram amizades e vínculos que fizeram com que o ambiente de treinamento passasse a ser percebido como uma comunidade. Para ela, o jiu-jitsu acabou se tornando muito mais do que uma forma de exercício.
Quando o esporte ultrapassa os limites do tatame
As histórias de Viviane, Átila, Bia e Liz têm idades e experiências diferentes, mas encontram um ponto em comum.
O jiu-jitsu é aprendido com o corpo, mas também exige concentração, controle e convivência.
Uma criança precisa aprender a ouvir comandos, respeitar o colega e lidar com a frustração quando um movimento não funciona. Um adulto precisa controlar a força, compreender seus limites e confiar no parceiro de treino.
A competição pode fazer parte da trajetória de um atleta, mas não precisa ser o destino de todos.
Para quem não pretende disputar campeonatos, o jiu-jitsu ainda pode representar uma forma de atividade física, socialização e desenvolvimento pessoal.
É justamente essa visão que a Alliance Praia do Rosa pretende fortalecer em sua chegada a Garopaba e Imbituba.
Uma academia que começa a construir sua história
Com cerca de 50 alunos poucos meses após a inauguração, a Alliance Praia do Rosa começa a ocupar seu espaço na comunidade esportiva da região.
A unidade nasce com uma ligação direta com a história da própria Alliance: seus quatro fundadores começaram como alunos, percorrendo desde a faixa branca o mesmo caminho que agora apresentam a novos praticantes.

Para as crianças, o objetivo é que cada treino seja também uma oportunidade de desenvolver habilidades para a vida.
Para os adultos, que o tatame seja um espaço possível para começar algo novo, independentemente da idade ou da experiência anterior.
No fim, a proposta é simples: ensinar jiu-jitsu, mas fazer com que o aprendizado não termine quando o aluno deixa o tatame.
Palavras-chavetermine quando o aluno deixa o tatame.





