A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam integralmente o entendimento do relator, André Mendonça.
O julgamento, no entanto, foi suspenso após o ministro Gilmar Mendes pedir vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. O afastamento de Andrei Rodrigues continua valendo imediatamente, mesmo com a interrupção da análise. Ainda falta o voto do ministro Dias Toffoli.
Como a Segunda Turma é formada por cinco ministros, os votos de Mendonça, Nunes Marques e Fux já representam maioria para manter a decisão que determinou o afastamento.

Andrei Rodrigues foi citado em mensagens de Vorcaro
O afastamento de Andrei Rodrigues ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O diretor-geral da Polícia Federal foi citado em uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Na conversa, Vorcaro questiona Moraes sobre a possibilidade de reverter as investigações envolvendo a instituição financeira junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues.
A mensagem foi enviada em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.
“Não conseguimos reverter isso com Paulo e Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”, escreveu o banqueiro a Moraes.
A menção ao diretor-geral da PF passou a integrar o contexto das decisões tomadas por André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da corporação, delegado Leandro Almada da Costa.
Na decisão, Mendonça também citou a existência de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026. Segundo o ministro, ele próprio teria sido alvo de monitoramento considerado ilícito por integrantes da Polícia Federal por mais de 30 dias.
Durante a decisão de afastar Andrei nesta terça (8), Mendonça justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.
Ainda segundo o documento, o próprio ministro teria sido alvo de monitoramento considerado ilícito por parte de integrantes da Polícia Federal durante mais de 30 dias.
Mendonça também determinou a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou a atividade de polícia judiciária.
A medida permanece em vigor enquanto o STF não concluir a análise do caso.
Palavras-chavenão concluir a análise do caso.





