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A força do Sul nas urnas pode garantir espaço no ministério de Flávio Política

A força do Sul nas urnas pode garantir espaço no ministério de Flávio

20-10-2026 • há 16 horas

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O peso eleitoral do Sul poderá se transformar em influência direta na formação de um eventual governo Flávio Bolsonaro. Confirmada a vitória, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul terão argumentos políticos para reivindicar presença na Esplanada dos Ministérios. E, entre os catarinenses, uma possibilidade merece atenção: a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

As pesquisas ajudam a entender essa perspectiva. O levantamento Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira, 20, apresenta Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%. A vantagem numérica é de quatro pontos, embora os candidatos estejam tecnicamente empatados no limite da margem de erro.

O cientista político Bruno Soller, CEO do instituto, foi direto ao avaliar o cenário. Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, classificou como “extremamente difícil” a missão de Lula de reverter a disputa. É uma avaliação de favoritismo, naturalmente sujeita à decisão das urnas.

O peso do Sul

O recorte regional da Real Time revela um dado politicamente relevante. No Sul, Flávio registra 62% das intenções de votos totais, contra 28% de Lula: uma distância de 34 pontos. No Nordeste, o presidente tem 62%, diante de 31% do adversário, abrindo 31 pontos.

Nesse levantamento, portanto, a vantagem percentual de Flávio no Sul supera a de Lula no Nordeste. O candidato do PL também aparece numericamente à frente no Sudeste, no Centro-Oeste e no Norte.

São eleitorados de tamanhos diferentes, e uma vantagem percentual maior não significa, automaticamente, um saldo superior de votos. Mas a leitura política permanece: o Sul aparece como uma das principais bases de sustentação de Flávio.

Se esse desempenho se confirmar, será difícil ignorá-lo na composição do governo.

Presença na Esplanada

Os três estados terão força para disputar representação no primeiro escalão. A participação em um eventual governo deverá corresponder à importância política e eleitoral da região.

Flávio já anunciou a intenção de reduzir a estrutura federal. Em maio, falou em passar de 39 para aproximadamente 27 ministérios. Mais recentemente, reiterou a proposta de extinguir pelo menos dez pastas. Com menos cadeiras disponíveis, cada indicação terá ainda mais peso.

É nesse contexto que Santa Catarina precisa se posicionar. Uma votação expressiva pode abrir portas, mas a capacidade de articulação das lideranças será determinante para ocupá-las.

Amin e o fator Jorginho

Entre os nomes catarinenses, Esperidião Amin surge naturalmente pela experiência administrativa, pela trajetória parlamentar e pelo conhecimento dos assuntos nacionais.

A questão é política. Uma eventual indicação encontraria dificuldades para obter o aval de Jorginho Mello. A distância entre os projetos estaduais pesa nessa equação, e o governador deverá procurar influenciar a escolha de quem representará Santa Catarina em Brasília.

Currículo conta. Confiança política também. Na montagem de um ministério, a combinação dos dois costuma ser decisiva.

Luciane Ceretta entra nessa conta

Uma alternativa a considerar é Luciane Bisognin Ceretta, secretária de Estado da Educação, com passagem pela reitoria da Universidade do Extremo Sul Catarinense, a Unesc, e pela presidência da Associação das Fundações Educacionais Catarinenses, a Acafe. Sua experiência reúne gestão universitária, articulação institucional e administração pública.

Esse percurso oferece credenciais para uma discussão nacional na área educacional. E sua presença no governo catarinense a coloca numa posição que merece ser observada caso Jorginho tenha espaço para apresentar nomes.

Trata-se de uma possibilidade política, ainda sem indicação confirmada. Mas é uma hipótese consistente com o perfil da secretária e com um movimento que o governador já fez no passado.

Um precedente importante

Em 2020, quando Jair Bolsonaro procurava um ministro da Educação, Jorginho, então senador, indicou Aristides Cimadon, à época reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina, a Unoesc. Cimadon esteve em Brasília e figurou entre os cotados para assumir o MEC, embora não tenha sido escolhido. Folha

O episódio mostra que Jorginho já tentou projetar uma liderança da educação catarinense para o comando da pasta federal. Uma eventual articulação em torno de Ceretta teria, portanto, um precedente.

Confirmada a vitória de Flávio e o desempenho expressivo no Sul, a discussão sobre ministérios ganhará outra dimensão. Santa Catarina terá condições de reivindicar participação nas decisões nacionais. Transformar essa força eleitoral em presença efetiva no governo será o próximo desafio.

Palavras-chave
no governo será o próximo desafio. ​



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