Em meio ao embate sobre a quebra de sigilo entre a campanha de Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), a empresária Roberta Luchsinger afirmou que não autorizou o repasse de seus dados ao PT. Nas redes sociais, ela declarou que não foi procurada por nenhum representante do partido e lembrou que as informações estão sob segredo de Justiça no inquérito em que é investigada.
De acordo com Roberta, os documentos apresentados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela campanha de Lula relativos aos seus dados pessoais ou foram apresentados ilegalmente ou são falsos e estão “enganando o povo brasileiro”.
Roberta Luchsinger se pronuncia sobre quebra de sigilo
O pronunciamento da empresária aconteceu após o Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), publicar em suas redes sociais um vídeo afirmando que todos os documentos referentes à quebra de sigilo de Lula exigidos por Flávio Bolsonaro foram entregues ao TSE nessa quinta-feira (22).Nele, Boulos alega que foram entregues informações referentes à Roberta Luchsinger, ao cartão corporativo de Lula, visitas dos palácios do Planalto e da Alvorada, voos da FAB (Força Aérea Brasileira) e de contas pessoais e de todos os parentes do mandatário.Em resposta, Luchsinger questionou quem teve acesso aos dados, como os obteve e quem autorizou sua divulgação, afirmando que “o possível acesso e compartilhamento indevido de informações protegidas por sigilo são fatos graves que exigem apuração e responsabilização dos envolvidos”.Luchsinger disse ainda que adotará “todas as medidas judiciais e criminais cabíveis” e que repudia qualquer tentativa de a envolverem nestas informações.
Campanha de Lula e de Flávio protocolam autorização de quebra de sigilo no TSE
Nessa quinta-feira (22), a campanha do PT e do PL foram ao TSE protocolar a autorização de abertura de sigilo das contas bancárias, fiscais e telefônicas dos candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Lula havia desafiado Flávio a abrirem os sigilos após ter sido chamado de “ladrão” pelo candidato do PL durante o debate presidencial da Band TV.
Flávio disse que aceitaria, mas impôs exigências. Entre elas, que Lula apresentasse informações bancárias e telemáticas sobre Lulinha, do Instituto Lula, da agenda da primeira-dama Rosângela da Silva e dos registros de entrada de Daniel Vorcaro e de seus intermediários nos palácios do Planalto e da Alvorada.
Em relação à Luchsinger, o senador queria saber quando ela entrou nos palácios, de quais reuniões participou em órgãos federais e se viajou em aeronaves da FAB.
Palavras-chaveviajou em aeronaves da FAB.





