Uma investigação do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) mira uma suposta organização criminosa altamente estruturada e infiltrada na administração pública catarinense. O grupo é investigado por operar um esquema sistemático de fraude e direcionamento de licitações, favorecimento indevido de empresas, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro com ocultação de bens. O grupo é investigado por operar um esquema sistemático de fraude e direcionamento de licitações, favorecimento indevido de empresas, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro com ocultação de bens.
Fraude em licitações e 51 mandados cumpridos em SC
As ordens judiciais são executadas em residências,empresas e órgãos públicos de seis municípios: Alfredo Wagner, Bocaina do Sul, Palhoça, Blumenau, Xaxim e Ilhota.
As prefeituras de Alfredo Wagner e Bocaina do Sul foram alvos diretos das buscas realizadas pelas equipes policiais e promotores de Justiça.
A reportagem está em contato com as administrações municipais e com as defesas dos citados para obter o posicionamento oficial e atualizar este espaço.

Bloqueio de R$ 2,7 milhões, armas e prisões em flagrante
Para garantir o futuro ressarcimento aos cofres públicos e estancar a sangria de recursos, a Justiça decretou a indisponibilidade de bens e valores no montante exato de R$ 2.700.000,00 pertencentes aos integrantes do grupo e a empresas vinculadas ao esquema.
Durante o cumprimento dos 51 mandados, os agentes apreenderam uma expressiva quantia em dinheiro em espécie e efetuaram prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito.
Além disso, um dos investigados foi autuado em flagrante pelo crime de lavagem de capitais no momento da abordagem.
Conforme o MPSC, a organização criminosa contava com a participação direta de agentes públicos, empresários, familiares e “laranjas” (pessoas interpostas) operando em rede para fraudar contratos oficiais e camuflar o patrimônio obtido de forma ilícita.

Entenda a “Operação Dominus Urbis”:
A expressão em latim traduz-se como “Senhor da Cidade”.
Segundo os investigadores, o nome batiza a ação porque o principal alvo do processo demonstrava absoluto controle e forte ingerência sobre setores estratégicos da administração pública e das atividades econômicas locais, utilizando a estrutura municipal para satisfazer interesses privados do grupo.
A megaoperação é realizada em apoio ao GEAC (Grupo Especial Anticorrupção) e à SUBJUR (Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos), com o suporte operacional do Batalhão de Aviação da PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina).
Todo o material recolhido será periciado pela Polícia Científica. O processo tramita em segredo de justiça.
Palavras-chaveO processo tramita em segredo de justiça.





