Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, foi acusado de fraude pela delegada da PF (Polícia Federal) Janaína Palazzo durante depoimento em 15 de outubro. Na ocasião, ela apontou suspeitas de fraude envolvendo carteiras de crédito que teriam sido repassadas ao BRB (Banco de Brasília). Vorcaro negou ter causado prejuízos à instituição e questionou a atuação dos investigadores: “Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para entender isso?”. A audição foi enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (29), um dia após Vorcaro ser acusado de gestão fraudulenta, prestação de informação falsa, fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro, segundo o Metrópoles.No depoimento, a delegada afirmou que a fraude ocorreu quando Vorcaro pegou “as carteiras de uma base de dados que, aparentemente, quem trouxe foi o seu sócio, ou ex-sócio, Augusto Lima, e internaliza nos sistemas do seu banco”.Em seguida, o ex-banqueiro questionou: “Eu fiz isso? A senhora tem prova?”. Vorcaro prosseguiu dizendo que a PF fez um “relatório inicial baseado em informação do Banco Central, que depois ele mesmo disse que já tinham acabado as transações”.Na audiência, Vorcaro reconheceu que houve problemas envolvendo a empresa Tirreno, mas afirmou que “foi resolvido lá atrás”. A delegada da PF argumentou que “tem ações que, apesar de poderem resolver algo financeiramente, não significa que você vai apagar o que aconteceu”.
O ex-dono do Banco Master, então, respondeu que “tem que investigar tudo” e voltou a negar crime.
“Se alguém fez alguma coisa de errado dentro do meu banco, no BRB, na Tirreno, tem que ser apurado. Agora, o que eu sei é que eu não fiz nada. O que eu fiz foi: quando eu fiquei sabendo de problema na carteira, peguei ativos do banco e substituí, peguei ativos próprios e substituí, em boa-fé com o BRB, que hoje mais ativos do que ele pagou. Essa é a realidade. Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para poder entender isso?”, questionou.
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, é investigado por suspeitas de fraude em operações financeiras envolvendo o BRB
Janaína informou que já solicitou acesso aos documentos e ao resultado da auditoria. A delegada também mencionou o prejuízo de R$ 2,2 bilhões que, segundo a investigação, teria sido causado ao BRB. “Para mim, é muito dinheiro”, destacou.
De acordo com a PF, as carteiras de crédito que conteriam créditos inexistentes foram originadas na Tirreno e transferidas ao BRB por meio do Banco Master. As investigações apontam que Vorcaro teria conhecimento da origem e das inconsistências dos ativos.
“A senhora sabe o que é baixa? É provisionamento contábil que o banco faz. Não quer dizer que não vale”, contestou Vorcaro. A delegada, então, afirmou que “o que a gente acompanha é uma tentativa desesperada do DF de conseguir um empréstimo” para o BRB.
O Governo do Distrito Federal solicitou R$ 6,6 bilhões ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito), mas a negociação foi travada após a União se recusar a conceder aval à operação.
*Com informações do Metrópoles
Palavras-chave*Com informações do Metrópoles





