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163 operários são resgatados de trabalho análogo à escravidão na BYD na Bahia Justiça

163 operários são resgatados de trabalho análogo à escravidão na BYD na Bahia

24-12-2024 há 1 ano

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Uma força-tarefa federal interditou parte de uma obra após identificar 163 operários chineses em condições de trabalho análogo à escravidão na BYD, em Camaçari (BA), na última segunda-feira (23). O MPT (Ministério Público do Trabalho da Bahia) apontou irregularidades em alojamentos e no canteiro de obras.

As condições nos locais interditados incluíam cozinhas e banheiros em estado precário, além de relatos de acidentes graves. A montadora afirmou que vinha revisando as condições de trabalho das terceirizadas e notificando as empresas para ajustes.

“A BYD reitera seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, em especial no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores”, declarou Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil.

BYD rescindiu contrato com a terceirizada e estuda ações cabíveis contra a empreiteiraMontadora chinesa rescindiu contrato com a terceirizada após irregularidades – Foto: Werther Santana/Estadão

Montadora rescindiu contrato com terceirizada após denúncia de trabalho análogo à escravidão na BYD

A montadora chinesa informou que rescindiu o contrato com a empreiteira Jinjiang Construction Brazil Ltda e transferiu os operários resgatados para hotéis da região. A empreiteira havia cometido uma série de irregularidades nas obras de construção em Camaçari.

A  montadora informou que está estudando outras medidas cabíveis contra a terceirizada devido as condições de trabalho análogo à escravidão na BYD. As irregularidades envolviam desde cozinhas e banheiros sujos, até acidentes com operários mutilados.

A unidade da BYD Company Limited em construção está localizada no antigo espaço da fábrica da Ford e representa um investimento de R$ 5,5 bilhões, com apoio do governo da Bahia. Apesar do rompimento com a Jinjiang, a montadora garantiu que os trabalhadores terão seus direitos preservados.

A empresa afirmou que está colaborando com as autoridades desde o início das investigações. “Decidimos encerrar imediatamente o contrato com a construtora Jinjiang e estamos estudando outras medidas cabíveis”, destacou Baldy.

A montadora também reforçou que a segurança e dignidade de seus trabalhadores são prioridades, enquanto os órgãos competentes continuam investigando o caso. O inquérito foi aberto e segue em apuração para identificação de outras irregularidades.

Palavras-chave
de outras irregularidades. ​



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