Uma comunidade terapêutica em Palhoça, na Grande Florianópolis, teve suas atividades parcialmente interditadas na última quinta-feira (14) devido a uma série de irregularidades que comprometiam a segurança dos pacientes. Entre os problemas identificados estão o uso de medicamentos irregulares, ausência de profissionais qualificados e falhas na estrutura do local. Para retomar seu funcionamento completo, a instituição precisará corrigir todas as inadequações apontadas pelos órgãos fiscalizadores.
Com a interdição, a unidade está proibida de receber novos pacientes até que as devidas providências sejam tomadas. A ação foi realizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (CRM), as vigilâncias sanitárias estadual e municipal, além das Secretarias de Saúde e Assistência Social e o Corpo de Bombeiros Militar.
Durante a vistoria, medicamentos em situação irregular foram apreendidos, e foram constatadas condições precárias na estrutura do espaço. Além disso, a equipe da unidade contava com funcionários sem a capacitação adequada para suas funções, e os médicos, que deveriam atuar presencialmente, não estavam comparecendo ao local. Segundo a promotora de Justiça Renata Lima da Silva, também foram identificadas falhas no processo de admissão de novos pacientes, que ingressavam na instituição sem o devido controle.
Agora, os órgãos de fiscalização irão analisar os relatórios da inspeção para que o Ministério Público possa determinar as próximas medidas judiciais e extrajudiciais. O nome da comunidade terapêutica não foi divulgado.
As comunidades terapêuticas são instituições voltadas ao tratamento de pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esse modelo de reabilitação utiliza a convivência entre os internos como um dos principais métodos terapêuticos, com ativida

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