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Dívida pública bate recorde ao ultrapassar R$ 7,8 bi e deve aumentar Economia

Dívida pública bate recorde ao ultrapassar R$ 7,8 bi e deve aumentar

28-07-2025 • há 1 ano

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Nesta segunda-feira (28), o governo federal anunciou o aumento da Dívida Pública Federal (DPF), que chegou a R$7,8 trilhões. Os números foram atualizados com os dados de junho, que somaram cerca de R$200 bilhões ao montante.De acordo com entrevista concedida pelas autoridades, a elevação de 2,77% em junho da DPF foi motivada pelo aumento de juros e pelo baixo volume de vencimentos de títulos. Até o fim do ano, a previsão é que ultrapasse os R$8 trilhões.

Recorde na Dívida Pública Federal

Em 2002, no primeiro ano de mandato do presidente Lula, a dívida pública somava R$892,2 bilhões, passando para cerca de R$1,5 trilhões em 2010. Em 2016, ano do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a dívida estava em R$3,1 trilhões. Ao final do governo de Michel Temer, a dívida ficou em R$3,9 trilhões. Após o governo de Jair Bolsonaro, a DPF chegou a R$5,9 trilhões.

Com o crescimento dos valores devidos, a previsão da dívida pública apresentada no Plano Anual de Financiamento (PAF) em janeiro de 2024 era 80,1% do Produto Interno Bruto brasileiro. Em junho, há cerca de 1 ano, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$7 trilhões. No fim de 2024, a dívida representava 82% dos valores produzidos pela economia brasileira.

Tesouro afirma que ritmo do aumento da dívida deve cair

Com os dados divulgados nesta segunda-feira (28), referentes à junho de 2025, a previsão do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda é da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) fechar o ano em 80% do PIB. O PAF aponta um valor entre R$8,1 e 8,5 trilhões.

dívida públicaDívida Pública Federal bate recorde no primeiro semestre de 2025 – Foto: Reprodução Youtube/Tesouro Nacional

De acordo com o Tesouro Nacional, mesmo com a alta no mês passado, os números representam uma realidade mais favorável que a esperada, visto que há uma redução proporcional da dívida em comparação com o PIB. Os principais fatores que ajudam a explicar esse comportamento são as revisões das projeções para o PIB nominal que ocorreram desde dezembro, tanto para 2024 quanto para 2025, assim como as expectativas de menor déficit primário do Governo Central em 2025. Além disso, a SPE avalia que as instituições podem ter ajustado suas expectativas em relação à duração e magnitude do ciclo contracionista da política monetária em 2025.

Números da dívida pública

Ao divulgar os dados, o Tesouro informou que emitiu R$154,62 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis prefixados. Além disso, a dívida interna subiu por causa da apropriação de R$65,13 bilhões em juros.

De forma simplificada, a apropriação de juros significa que o governo reconhece, mês a mês, os juros que incidem sobre os títulos e adiciona o valor ao estoque da dívida pública. Se, por um lado, a política monetária contracionista ajuda a reduzir gastos e melhora o ambiente de investimentos, a Taxa Selic em 15% ao ano pressiona o endividamento do governo, mesmo com presidente do Banco Central indicado pelo presidente Lula.

dívida públicaGabriel Galípolo, indicado pelo Lula, é o presidente do Banco Central, responsável pela política monetária do país – Foto: Washington Costa/MF

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Números da dívida pública



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