A retomada dos trabalhos em Brasília, após o recesso parlamentar oficialmente seria nesta sexta-feira (1º/8), mas o movimento no Congresso Nacional ganha força na segunda-feira (4).
Na Câmara dos Deputados, um dos assuntos que devem ser pautados, são os pedidos de suspensão e cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que segue nos Estados Unidos.
Fim do recesso parlamentar traz discussão sobre o futuro de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli – Foto: Luis Rodrigues
O futuro do parlamentar está nas mãos do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta deve analisar os ofícios endereçados a ele e decidir se encaminha os processos para o Conselho de Ética ou arquiva.
Diante dos episódios mais recentes, o quadro é praticamente imutável e Eduardo Bolsonaro pode perder o mandato. Além das denúncias que correm na justiça por traição, o deputado está ausente e o regimento interno da Câmara prevê a perda do mandato após 15 dias de ausência.Outro caso que aguarda o retorno da Câmara é o da deputada licenciada, Carla Zambelli (PL-SP). Presa em Roma, na Itália, a parlamentar não terá o caso analisado pelo Conselho de Ética. Após a retomada dos trabalhos na próxima semana, o plenário do legislativo é que vai decidir sobre o mandato dela.
Os deputados federais sobre Zambelli vão se ater a infrações legislativas. Hugo Motta já se pronunciou que não cabe à Câmara discutir a sentença do STF (Supremo Tribunal Federal), no caso da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em que a deputada recebeu pena de 10 anos de prisão e multa de R4 2 milhões.
Aumento de deputados federais, pode ser ponto central nos próximos dias no Senado, após o recesso parlamentar – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Senado pode discutir aumento de vagas na Câmara após o recesso parlamentar
O Senado Federal também retorna após o período de recesso parlamentar. Os senadores podem analisar o aumento de vagas para deputados federais com a retomada dos trabalhos.
O presidente Davi Alcolumbre (União-AP), havia prometido derrubar o veto do governo logo após a chegada da mensagem no Congresso Nacional. Chegou a dizer que se chegasse às 10h, a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pautaria às 10h01.
A pressão popular fez com que o senador adiasse a decisão em pautar o veto. No entanto, para que as novas regras possam valer nas eleições de 2026, é necessário que o assunto seja definido pelo Senado e o veto pode ser deliberado nos próximos dias.
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