O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), disse que Santa Catarina se antecipou ao tarifaço imposto por Donald Trump. Foi feito levantamento das empresas que exportam para os Estados Unidos e trabalha com alternativas para enfrentar a crise.“Tá tudo sob controle, nós vamos dar suporte, respaldo, alguma coisa de imposto. Nós estamos vigilantes a quem produz, a quem trabalha, a quem paga boleto. Não tem mistério nenhum, não tem desespero nenhum”, afirmou nesta quarta-feira (6), durante agenda em Florianópolis com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).
Assim como Jorginho Mello, Ratinho Júnior também amenizou o cenário
O governador do Paraná, Ratinho Júnior, também amenizou o cenário. Em visita à Santa Catarina, o pessedista destacou os esforços que o Estado paranaense tem feito para driblar o efeito da crise entre Brasil e EUA.
“Nós temos alguns setores que podem ser afetados. Agora é sentir o tamanho da bronca. Porque todo mundo está no achismo ainda. Diziam que a carne ia despencar, ontem o arroba do boi subiu”, ponderou.
Ratinho Júnior critica Lula por tarifaço em entrevista – Foto: Patrícia Costa
Os dois governadores alertaram que possíveis incentivos fiscais podem ajudar as empresas e o uso de financiamentos com juros mais baixos podem reduzir os reflexos do tarifaço. Ratinho Júnior ainda ironizou, afirmando que é “não gravando vídeo para a internet” que se vai resolver o problema.
A alfinetada foi no Governo Federal, que não tem feito contato com o presidente Donald Trump para tentar negociar as taxas aplicadas ao Brasil, que iniciaram oficialmente nesta quarta-feira (6).
Jorginho Mello anunciou encontro de governadores em Brasília
Durante entrevista à imprensa, o governador catarinense anunciou um encontro com pelo menos nove governadores. A reunião será nesta quinta-feira (7), em Brasília. Entre os nomes já estão confirmados Ratinho Júnior, do Paraná, Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Jorginho Mello, de Santa Catarina.
Devem participar do encontro, os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ainda estão na lista, Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul.
Encontro entre governadores é para discutir o futuro da economia e política nacional – Foto: Roberto Zacarias/SECOM
Na pauta, está a crise econômica provocada pelas sanções dos Estados Unidos e as obstruções provocadas por parlamentares de direita, que exigem que o projeto de lei da anistia seja pautado.
Ainda nas manifestações, os parlamentares exigem que o Senado avance com o pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.
Reticente, ao ser questionado sobre a guerra política no Brasil, Jorginho Mello passou a vez para Ratinho Júnior responder. O paranaense disse que o que o Brasil precisa é de “paz política.”
“População não nos paga para brigar, população nos paga para trabalhar.”
Em seguida Jorginho Mello se manifestou. Afirmou que está preocupado com a situação atual que envolve o Brasil. Criticou os juros atuais e cobrou posicionamento sério sobre o caso.
“Nós precisamos esfriar essa chapa no Brasil. Essa encrenca não tem mais limite. Está desenfreada.”
Palavras-chave“Nós precisamos esfriar essa chapa no Brasil. Essa encrenca não tem mais limite. Está desenfreada.”





