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União Brasil formaliza federação com PP e futuro do governo Lula fica na corda bamba Política

União Brasil formaliza federação com PP e futuro do governo Lula fica na corda bamba

18-08-2025 • há 1 ano

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O União Brasil e o Progressistas (PP) oficializam nesta terça-feira (19) em Brasília uma federação que pode redesenhar o equilíbrio de forças no Congresso Nacional. O movimento amplia o poder de barganha dos partidos do centrão e pressiona ainda mais o governo Lula, que precisa garantir apoio para avançar com pautas estratégicas no Legislativo.Antes de sacramentar a união anunciada em abril deste ano, os partidos realizam convenções individuais, e podem definir novos rumos de atuação que ameaçam a base aliada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, a partir da definição de posições definidas de atuação nas duas Casas.

Juntos, o União Brasil e o Progressistas somam 109 deputados federais e 15 senadores. É a maior bancada da Câmara dos Deputados e uma das maiores do Senado Federal. A Federação União Progressista (UPb) também registrou nas urnas 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais e quatro distritais. A federação conta ainda com seis governadores, quatro vice-governadores e 1.183 vice-prefeitos.

Apesar do alerta, união de partidos deve manter ministros e apoio seletivo ao governo, afirma analista

Embora o tamanho da federação assuste e seja significativo, não necessariamente aponta para uma ruptura imediata com o governo, avalia o analista Jorge Mizael, da Metapolítica Consultoria. “A federação dá mais solidez eleitoral e força nas negociações, mas ambos os partidos têm histórico de pragmatismo: dificilmente vão abrir mão dos espaços que já conquistaram no Executivo”, pontua Mizael.

Federação UPb será sacramentada nesta terça (19) em BrasíliaEsplanada dos Ministérios onde atuam os servidores do Executivo federal – Foto: Agência Brasil/Arquivo

“O mais provável é que mantenham ministros e uma postura de apoio seletivo, votando com o governo em matérias de interesse comum ou que envolvam liberação de recursos e cargos, mas também marcando diferença em pautas mais sensíveis para a base eleitoral”, reforça o analista político.

Nos bastidores, interlocutores também avaliam que a federação deve mesmo adotar uma postura mais crítica em relação ao governo, como já vem fazendo com comentários, por exemplo, à atuação de Lula em relação ao tarifaço de Donald Trump, mas sem uma ruptura imediata e sem desocupar espaço na Esplanada dos Ministérios.

Governo brasileiro alivia tom após primeiras reações de Lula contra tarifaço de Trump – Foto: Ricardo Stuckert/PR/ND e Donald Trump/@realdonaldtrump/Reprodução/NDGoverno brasileiro alivia tom após primeiras reações de Lula contra tarifaço de Trump – Foto: Ricardo Stuckert/PR e Donald Trump/@realdonaldtrump/Reprodução

A ocupação de cargos chave em pastas, com os ministros do União Celso Sabino no Turismo; Waldez Góes na Integração Nacional  e Frederico de Siqueira nas Comunicações; além do progressista André Fufuca no Esporte deverá ser mantida pelo menos até o ano que vem, embora uma ala da federação defenda uma ruptura com o governo.

Para o analista Jorge Mizael, a permanência na base aliada neste momento mostra um reposicionamento dos partidos. “Eles ganham margem de negociação e se colocam em melhor posição para 2026, sem perder os benefícios imediatos de estarem próximos ao Planalto”, conclui.

Lançamento da Federação União Progressista, em Brasília – Foto: Sidey Lins Jr./Uniáo BrasilLançamento da Federação União Progressista, em Brasília – Foto: Sidey Lins Jr./Uniáo Brasil

Federação criticou e votou contra o governo por aumento de impostos e IOF

As ameaças da federação entre União Brasil e Progressistas, capitaneadas por Antônio Rueda e Ciro Nogueira, de desembarcar da base, não são exatamente uma novidade. Não é de agora que os partidos criticam posicionamentos ou medidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso mais recente foi na polêmica entre Congresso Nacional e Palácio do Planalto na discussão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com o envio de medida para aumentar o imposto e a derrubada do reajuste pelo Congresso. Naquela ocasião, os presidentes da União Progressista e líderes reuniram as bancadas e fecharam questão contra qualquer proposta de aumento de impostos pelo governo federal.

Palavras-chave
Federação criticou e votou contra o governo



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