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Polícia procura falso policial suspeito de fraude milionária na Grande Florianópolis Polícia

Polícia procura falso policial suspeito de fraude milionária na Grande Florianópolis

23-08-2025 há 11 mêses

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A Polícia Civil de Santa Catarina procura um homem suspeito de comandar um esquema criminoso que teria movimentado cerca de R$ 20 milhões com fraudes na venda de veículos na Grande Florianópolis. O principal investigado, identificado como Natan Neri de Morais, é apontado como líder da organização ao lado de sua companheira, Josiane Raitz, que foi presa nesta sexta-feira (22) durante a Operação Baiacu.

De acordo com a investigação, o grupo usava documentos falsos e financiamentos irregulares para adquirir veículos de terceiros. Em muitos casos, chegavam a comprar de seis a oito carros de uma só vez com um único CPF. Após a aquisição, revendiam os automóveis exigindo entrada em dinheiro dos compradores e financiando o saldo restante.

O golpe se consolidava quando o casal deixava de repassar os valores das parcelas, embolsando o dinheiro pago. Para manter o controle sobre os veículos, instalavam rastreadores e, quando os compradores paravam de pagar, recorriam a violência, ameaças e extorsão para retomar os carros.

Segundo a apuração, Natan se passava por policial civil, advogado, corregedor do Detran e até membro do Ministério Público. O suspeito também forjava intimações da Justiça e do Ministério Público, além de alegar falsamente vínculos com autoridades políticas. Em alguns momentos, chegou a se apresentar como integrante da facção criminosa PCC, aumentando o medo das vítimas.

Diversos veículos de luxo e documentos falsos foram apreendidos durante a operação, que contou com o apoio da Polícia Militar, da delegacia de Antônio Carlos e da OAB de Biguaçu.

Em entrevista ao portal Agora Floripa, uma das vítimas relatou que foi atraída por anúncios de veículos em redes sociais. Depois de fechar a compra, passou a desconfiar da falta de repasse dos comprovantes de pagamento. Ao cobrar explicações, foi ameaçada e teve o carro levado de volta pelo grupo, que utilizou até a chave reserva. “Eles foram na minha casa, intimidaram minha família e chegaram a usar roupas de policial civil para se passar por autoridade”, contou a vítima.


Palavras-chave
contou a vítima.



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