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‘Staff de especialistas’: quem são os presos por fraudes no CNU, Caixa e Banco do Brasil Segurança

‘Staff de especialistas’: quem são os presos por fraudes no CNU, Caixa e Banco do Brasil

02-10-2025 • há 1 ano

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Os três presos na operação Última Fase são apontados pela Polícia Federal (PF) como lideranças de um esquema de fraudes no CNU.Além do Concurso Nacional Unificado, o grupo agia em outros certames realizados em diferentes estados.

Foram detidos Wanderlan de Sousa, Thyago de Andrade e Laís Araújo, investigados por participação direta em crimes que envolviam desde fornecimento de respostas por ponto eletrônico até substituição de candidatos por terceiros. As informações são do Metrópoles.

A investigação da PF apura irregularidades no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024, além de certames da Polícia Civil de Pernambuco, Polícia Civil de Alagoas, Universidade Federal da Paraíba, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Segundo a decisão judicial que autorizou as prisões, os acusados dominam e conduzem as práticas delituosas por meio de:

  • Fraude direta, com fornecimento de ponto eletrônico e respostas no momento das provas;
  • Contratação de terceira pessoa para se apresentar como candidato, mediante falsificação de documentos;
  • Obtenção da própria prova, por meio de suborno.

Além do Concurso Nacional Unificado, quadrilha agia em outros certames – Foto: Reprodução/NDAlém do Concurso Nacional Unificado, quadrilha agia em outros certames – Foto: Reprodução

PF detalha métodos utilizados nas fraudes no CNU

A Polícia Federal mapeou as estratégias utilizadas pelo grupo para fraudar as provas. Em um dos métodos, os candidatos recebiam as respostas via ponto eletrônico instalado e extraído com apoio de médicos. Em outros casos, documentos eram falsificados para permitir que pessoas diferentes dos inscritos realizassem as provas.

Sobre Thyago de Andrade, a decisão judicial aponta que ele seria o responsável pelo “controle financeiro e operacional” da quadrilha, contando ainda com um “staff de especialistas” para falsificação de documentos e pagamento de propinas a seguranças dos locais de prova, facilitando a substituição de candidatos.

Já em relação a Laís Araújo, a quebra do sigilo telemático revelou “farto material” que relaciona a investigada a diversas outras fraudes. Entre os indícios estão registros de pagamentos por serviços e detalhes que conectam as ações aos contratantes.

A PF classificou Laís como “reincidente contumaz”, uma vez que ela já havia se envolvido em esquemas semelhantes. Somente em 2022, de acordo com a decisão, Laís teria participado de três concursos fraudados.

“A atuação de Laís, nesta avaliação inicial, é espraiada e atinge desde o recolhimento e cobrança de valores a outras atividades e, pelo que foi revelado no acesso aos dados telemáticos dela, participou de várias fraudes”, diz o documento.

Palavras-chave
PF detalha métodos utilizados



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