Resultado de uma investigação que ocorre há meses, a Operação Engrenagem foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (15) contra uma organização criminosa que atua em Santa Catarina. A ação busca desarticular um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, identificado como complexo pelos investigadores. Os 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos principais investigados, nas cidades de Palhoça, São José, Imbituba, Laguna e Gravataí (RS). O Poder Judiciário ainda determinou o bloqueio de bens de R$ 27.520.149,04 de 32 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de envolvimento no esquema.
Como o esquema de lavagem de dinheiro funcionava
Segundo a investigação, a organização criminosa atuava em um esquema coordenado, com ramificações em vários municípios de Santa Catarina e atuação em outros estados. Empresas e contas de terceiros eram usadas para lavar o dinheiro de origem ilícita.
A operação realizada nesta manhã teve a atuação conjunta de diversas forças de segurança. Além do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), participaram equipes da Polícia Civil, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), da Polícia de Choque e batalhões do Corpo de Bombeiros.
No Rio Grande do Sul, o Gaeco catarinense contou com o apoio do grupo gaúcho e de policiais militares do Choque da Brigada Militar. A investigação segue em sigilo.
Por que o nome “Operação Engrenagem”?
Nome da operação foi dado em referência à complexidade da organização
Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o nome da operação foi escolhido para fazer referência à forma como o grupo criminoso se organizava. Os investigadores reconheceram que cada pessoa fazia um papel essencial para o sucesso das ações ilícitas.
Os integrantes funcionariam como peças de um mesmo mecanismo para realizar a lavagem do dinheiro, garantindo que a circulação do dinheiro enganasse o rastreamento da Justiça.
Palavras-chaverastreamento da Justiça.





