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Vereadora de São Paulo é vítima de deepfake com conteúdo sexual Política

Vereadora de São Paulo é vítima de deepfake com conteúdo sexual

28-10-2025 há 7 mêses

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Parlamentar da cidade de São Paulo, Amanda Vettorazzo (União Brasil) denunciou nesta terça-feira (28) a circulação de vídeos e imagens falas dela em conteúdos sexuais produzidas com inteligência artificial. A vereadora vítima de deepfake acionou o MPSP (Ministério Público de São Paulo) e quer uma ação criminal contra os responsáveis, além da retirada dos conteúdos do ar. Segundo a coordenadora nacional do MBL (Movimento Brasil Livre), os vídeos e imagens circulam em sites de conteúdos adultos e em redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter). O material já ultrapassou 500 mil visualizações.

Ao MPSP, Amanda Vettorazzo pede a instauração de investigação para identificar autores e coautores da produção e divulgação das imagens falsas, além da retirada imediata dos conteúdos dos sites e redes sociais. Ela ainda requer a responsabilização penal dos responsáveis e a análise de “prática de eventual associação criminosa.”

No requerimento, a parlamentar defende que o caso configura os crimes de publicação de conteúdos de estupro, produção de ato sexual sem autorização, difamação, injúria, associação criminosa e violência política contra a mulher.

Vereadora vítima de deepfake

Amanda Vettorazzo descobriu o crime por meio de denúncias que recebeu de seguidores. A vereadora vítima de deepfake reforça que as imagens são falsas, produzidas com inteligência artificial, sem sua autorização, participação ou consentimento.

“Que os responsáveis sejam identificados e punidos! Vou lutar para que esses sites sejam removidos da internet. Já registrei um boletim de ocorrência e encaminhei uma denúncia ao Ministério Público. É fundamental combater esse tipo de crime, pois pessoas em situação de fragilidade emocional podem ser levadas até ao suicídio. Faço isso por mim e por todas as mulheres que têm suas imagens divulgadas de forma indevida”, declarou a parlamentar.

Polêmicas na Câmara

Amanda Vettorazzo, vereadora vítima de deepfake, está em seu primeiro mandato e foi eleita com 40.144 votos. Tem discurso afiado na tribuna e participa de embates constantes com parlamentares de esquerda. Sua proposta de proibir a contratação de artistas que fazem apologia ao crime ou ao uso de drogas com verba pública foi apelidada de “lei anti-Oruam” e enfrenta obstrução da oposição.

Coordenadora do MBL, Amanda Vettorazzo foi chamada de “bandejão” por Zoe MartínezFoto: Richard Lourenço/Rede Câmara de SP/NDCoordenadora do MBL, Amanda Vettorazzo foi chamada de “bandejão” por Zoe Martínez

No mês passado, sua crítica a PEC da Blindagem levou a troca de ofensas contra a também vereadora Zoe Martínez (PL), da ala bolsonarista.Durante a briga, a parlamentar foi chamada de “bandejão da municipalidade” e respondeu ironizando Zoe, que é natural de Cuba. “‘Bandejão da municipalidade’? Que expressão é essa? Veio do espanhol? O que você quis dizer, vereadora? Enfim, estou em sessão trabalhando. Muito ocupada pra ficar batendo boca com forasteira”, publicou no X.

A cubana retrucou a publicação da Amanda com duas mensagens: “melhor forasteira do que bandejão!” e “sempre mostrando os peitinhos e de vestidinho curtinho hahaha (SIC) cada um se vira como pode, né?”. Amanda e Zoe acionaram a corregedoria da Câmara de São Paulo.

Palavras-chave
corregedoria da Câmara de São Paulo.



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