O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira (4) a instalação da CPI do crime organizado, criada para apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento de milícias e facções. A decisão ocorre após a Operação Contenção no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que deixou 119 mortos segundo o governo do Estado e 132 de acordo com a Defensoria Pública.
O que a CPI do Crime Organizado vai apurar?
“A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções”, afirmou Alcolumbre em comunicado, segundo o Estadão.

CPI do Crime Organizado será aberta após Operação Contenção, que deixou mais de 130 mortos no Rio
O presidente do Senado disse ser “hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o País”.
A CPI atende a requerimento apresentado em fevereiro pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), documento lido por Alcolumbre em junho.
Vieira pretende assumir a relatoria, apurou o Estadão Broadcast, mas a definição depende também de quem presidirá o colegiado e de um acordo entre líderes.
Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou a CPI do Crime Organizado
O colegiado será formado por 11 integrantes titulares e 7 suplentes, com prazo de 120 dias de funcionamento. O requerimento estabelece limite de despesas de R$ 30 mil para a comissão.
Entre os senadores já indicados estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sérgio Moro (União-AP), Jaques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE).
Com informações de Estadão Broadcast
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