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Seis são indiciados em megaoperação que revelou esquema que desviava doações de hospitais em SC Polícia

Seis são indiciados em megaoperação que revelou esquema que desviava doações de hospitais em SC

03-11-2025 há 9 mêses

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O inquérito policial da operação “Falso Samaritano”, que revelou um esquema de desvio de doações destinadas a hospitais de Santa Catarina, indiciou seis pessoas. Quando a operação foi deflagrada, três suspeitos haviam sido presos. De acordo com o delegado Rafaello Ross, da Polícia Civil de Joinville, o prejuízo superou R$ 10 milhões e cerca de 14,6 mil clientes da Celesc foram afetados. Entre os hospitais prejudicados estão o Hospital Misericórdia (Blumenau), o Hospital de Azambuja (Brusque) e o Hospital Bethesda (Joinville).

Em Florianópolis, a Celesc também foi identificada como vítima, já que os valores eram captados por meio de faturas de energia sem o conhecimento da empresa.

Segundo a polícia, empresas intermediárias desviavam das contas de luz valores destinados a hospitais, ao burlar de forma intencional o sistema que registrava as doações.

Foram analisados dados bancários, fiscais e telemáticos, resultando em um conjunto de provas que demonstrou a atuação dos envolvidos em diversas frentes de execução da fraude — desde a captação de supostas doações até a ocultação e dissimulação de recursos de origem ilícita.

Os indícios do inquérido são de práticas de associação criminosa, fraude eletrônica, falsidade ideológica, lavagem de capitais e fraude processual.

Durante a operação carros apreendidos foram avaliados em quase R$ 1 milhão ao todoFoto: Divulgação/PCSC/NDDurante a operação carros apreendidos foram avaliados em quase R$ 1 milhão ao todo

Hospital Bethesda fez a denúncia

O diretor do Hospital Bethesda, Lúcio Slovinski, explicou que a denúncia partiu da própria instituição. “Para nós, é realmente um marco. A denúncia partiu de nossa instituição, porque chegamos até aqui graças à ajuda da comunidade”, afirmou.

Ele contou que, antes da pandemia, o hospital começou a pedir doações através da fatura de energia elétrica e tinha grande expectativa de crescimento. Durante a pandemia, os valores recebidos não aumentaram como esperado. Ao investigar, a equipe percebeu inconsistências.

"dentificamos que pessoas doavam em nosso nome, mas na fatura de energia elétrica não constava nosso nome”. Nesse processo, as empresas desviavam os recursos e enviavam para si.

Entre as instituições atingidas está o Hospital Bethesda, em JoinvilleFoto: Lincoln Pradal/NDTV/ND MaisEntre as instituições atingidas está o Hospital Bethesda, em Joinville

Três empresários foram presos

Na ocasião, três empresários já haviam sido presos, sendo Slaviero Mario Bunn, dono da Slavero Benefits Informática Ltda., que intermediava as doações; Ronaldo Dutra, que tinha envolvimento com o Grupo de Escoteiros Mirins Ronaldo Dutra, e um terceiro suspeito. Entretanto, eles foram liberados e respondem em liberdade junto com os outros indiciados.Desde o início da apuração, o ND Mais tenta contato com a defesa dos suspeitos. O texto será atualizado em caso de manifestação.

Qual era o negócio do empresário de Joinville preso?

O portal da Slaviero Fundraising destaca que a empresa atende cerca de 15 hospitais beneficentes nas regiões Sul e Sudeste do país, incluindo o Hospital Bethesda, que foi uma das instituições prejudicadas e também responsável pela denúncia que deu origem à investigação.

De acordo com informações disponíveis no portal da Receita Federal, a empresa é registrada como sociedade empresarial limitada e possui atividades que incluem instalação elétrica, comércio de material elétrico, serviços de engenharia, promoção de vendas, intermediação de negócios e teleatendimento.

Instituições envolvidas se manifestaram

Em nota, a instituição Bethesda reforçou que também foi vítima da fraude.

“Reforçamos que o Hospital Bethesda foi vítima dessa prática criminosa, assim como outras entidades de saúde de Santa Catarina. Lamentamos profundamente que recursos voltados ao cuidado da população tenham sido alvo de fraudes. Faz-se importante ressaltar que as doações, desde então, são feitas de maneira segura e sendo fiscalizadas pela Instituição Bethesda”, declarou o diretor Dr. Lúcio Slovinski.

A Celesc também se manifestou, informando que atua apenas como meio de arrecadação em doações via fatura de energia, repassando integralmente os valores autorizados pelos consumidores às entidades conveniadas

A companhia não participa da gestão nem da destinação dos recursos arrecadados”, informou em nota.

“A Celesc também se considera vítima, já que seu serviço foi utilizado de forma indevida, estando essas empresas atualmente sob investigação das autoridades competentes”, destacou a companhia, acrescentando que colabora com a Polícia Civil desde o início das investigações.

A UEB (União dos Escoteiros do Brasil), reforçou que o Grupo de Escoteiros Mirins Ronaldo Dutra, relacionado com um dos empresários presos, Ronaldo Dutra, não faz parte da associação e não possui qualquer vínculo com os Escoteiros do Brasil.

Além disso revela que não tinham conhecimento prévio da existência do grupo.

“Reforçamos que todas as Unidades Escoteiras vinculadas à União dos Escoteiros do Brasil atuam dentro dos parâmetros definidos em nosso Estatuto, pautando suas ações nos valores de transparência, ética, integridade e responsabilidade”, escreveu.

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Instituições envolvidas se manifestaram



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