O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (5), pela terceira reunião consecutiva do Copom. A decisão unânime ocorreu em um cenário de inflação ainda acima da meta e desaceleração da atividade, com o colegiado indicando que a taxa deve permanecer elevada por mais tempo para garantir a convergência dos preços.
BC fala em “período prolongado” e não descarta alta
No comunicado, o Copom avaliou que a incerteza externa, especialmente a política econômica dos Estados Unidos, segue pressionando as condições financeiras globais.
Por isso, o comitê afirmou que a manutenção do nível atual dos juros por “período bastante prolongado” é adequada e não descartou nova alta “caso julgue apropriado”.
A taxa Selic é um instrumento do Banco Central
Inflação acima da meta contínua de 3>#/h2###
A autoridade monetária citou que o IPCA de setembro acelerou para 0,48% e acumula 5,17% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta contínua de 3% (±1,5 p.p.).
Já o IPCA-15 de outubro veio abaixo do esperado, influenciado pela queda dos alimentos. No último Relatório de Política Monetária, o BC reduziu a projeção do IPCA de 2025 para 4,8%, enquanto o mercado estima 4,55%.
Relatório Focus revisa Selic de 2025 para baixo; EQI ainda vê chance de lucro de 18% ao ano
Atividade desacelera e crédito permanece caro
Com juros altos, o crédito encarece e arrefece consumo e produção, ajudando a segurar preços, mas limita o crescimento.
Novos cortes vão depender da “política inflacionária”, segundo Copom
O BC projeta avanço de 2,0% do PIB em 2025, ao passo que o Focus aponta 2,16%.
A taxa Selic está no maior patamar desde julho de 2006 (quando chegou a 15,25% ao ano) e foi elevada até 15% na reunião de julho, sendo mantida desde então.
Com informações de Agência Brasil
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