Santa Catarina é o estado brasileiro com o maior gasto per capita em artigos de moda, segundo a mais recente edição da pesquisa IPC Maps, divulgada no início de novembro. De acordo com o levantamento, cada catarinense deve destinar, em média, R$ 1.773,46 ao ano para itens como roupas, calçados, joias, bijuterias e artigos de armarinho até o final de 2025.
O estudo, que analisa o potencial de consumo das famílias brasileiras com base em dados oficiais, estima que o país movimentará R$ 269 bilhões no setor de moda neste ano — um crescimento de 11,5% em relação aos R$ 241,4 bilhões registrados em 2024. A categoria de vestuário confeccionado responde pela maior fatia desse montante, com previsão de R$ 182,7 bilhões.
Apesar do aumento no consumo, o número de estabelecimentos comerciais ligados ao setor caiu 4,6% em comparação ao ano anterior. A redução é atribuída, principalmente, ao fechamento de 74.483 negócios registrados como MEIs (Microempreendedores Individuais).
Atualmente, o Brasil conta com 1.102.906 comércios varejistas de moda, incluindo lojas de roupas, calçados e acessórios.
Gastos com moda crescem mesmo com menos lojas
O levantamento do IPC Maps revela que, mesmo com a retração no número de pontos de venda, o interesse dos brasileiros por moda segue em alta.
Além do vestuário, a pesquisa inclui gastos com calçados, joias, bijuterias e artigos de armarinho — como linhas, botões, zíperes, fitas e miçangas, que são vendidos em lojas especializadas em costura e artesanato.
Em termos absolutos, São Paulo lidera o ranking nacional de consumo com previsão de R$ 65,7 bilhões em 2025. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com R$ 28,8 bilhões, seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 19 bilhões) e pelo Rio Grande do Sul (R$ 17,7 bilhões).
No cenário global, o mercado de vestuário é estimado em US$ 1,36 trilhão por ano e deve alcançar US$ 1,78 trilhão até 2029, segundo relatório da consultoria Mordor Intelligence.
O crescimento é impulsionado pelas vendas on-line, expansão do acesso a marcas de luxo e aumento da renda per capita, especialmente em países da Ásia e da Europa.
A digitalização do setor tem ampliado o alcance das marcas e facilitado o consumo de produtos premium, como no caso da Amazon, que levou sua oferta de luxo para países europeus em 2022.
A tendência é sustentada por fatores como o crescimento do consumo feminino, inovação em design, moda rápida e estratégias de marketing cada vez mais segmentadas.
cada vez mais segmentadas.





