A PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) e a PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) cumpriram na manhã desta quinta-feira (27), sete mandados de busca e apreensão na sede do partido político UP (Unidade Popular), no Centro de Florianópolis e também em Itajaí. Segundo a PM, a ação faz parte da Operação Incursio, que investiga suspeitos de participarem e liderarem movimentos que utilizavam o direito de manifestação para praticar atos que extrapolavam os limites legais.
Motivações para a ação na sede de partido político
No documento encaminhado pela Polícia Militar, ao menos quatro ações irregulares foram realizadas em 2025.
- O ingresso em um estabelecimento privado em abril, sob o pretexto de realizar uma manifestação. Na ocasião, o grupo teria sido convidado a se retirar, mas não obedeceu.
- A invasão em um atacadista, em maio, com a exigência de doação de cestas básicas, prejudicando o funcionamento do estabelecimento. Neste ato, crianças teriam sido utilizadas para impedir a atuação das forças de segurança.
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- A tentativa de impedir um evento que reunia autoridades estaduais e federais, como a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na Univali (Universidade do Vale do Itajaí), em 23 de agosto.
- A invasão de um prédio em construção no bairro Ressacada, também em Itajaí, configurando violação de propriedade privada. Neste ato também foi constatada a presença de crianças.

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O que diz o Unidade Popular?
O ND Mais procurou o Unidade Popular, que por meio da presidente estadual do partido, Júlia Andrade, disse que repudia a perseguição política realizada pelo estado de Santa Catarina e pela Polícia Militar aos movimentos sociais e ao Unidade Popular. “Esta foi uma ação de clara perseguição política contra aqueles que lutam pela dignidade do povo que constrói Santa Catarina”, denuncia.
Ela reforça que o UP continuará apoiando as iniciativas de movimentos populares.
O que diz a Polícia Militar sobre ação na sede de partido político?
No documento encaminhado, a Polícia Militar reforça que atua de forma rigorosa no ponto em que as manifestações deixam de ser pacíficas. “Um protesto perde sua legitimidade constitucional quando envolve invasão ou ocupação de propriedade alheia, uso de violência ou ameaça, interrupção de atividades essenciais ou práticas que coloquem em risco pessoas, especialmente vulneráveis”, disse.
Palavras-chaveO que diz o Unidade Popular





