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Novas regras para impeachment de ministros do STF estão na pauta da CCJ desta quarta; votação deve ficar para a próxima semana Política

Novas regras para impeachment de ministros do STF estão na pauta da CCJ desta quarta; votação deve ficar para a próxima semana

09-12-2025 • há 9 mêses

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se reúne nesta quarta-feira (10) para analisar uma pauta que tem, entre os itens, o projeto que muda a Lei do Impeachment.

A expectativa, segundo o relator da proposta, senador Weverton Rocha (PDT-MA), é que seja feita a leitura do relatório nesta quarta e que seja concedida vista, ou seja, mais tempo para análise. O projeto deve ser votado na próxima semana.

O senador Weverton deve protocolar o parecer nesta terça-feira (9). O texto do relator vai alterar a previsão de votação para começar processo de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

O texto original previa maioria simples para autorizar a abertura do processo, quando a metade mais um dos presentes votam a favor da abertura – desde que estejam presentes mais de 41 senadores – mas o relator vai inserir a previsão de dois terços para dar início ao processo, ou seja, a aprovação de ao menos 54 senadores.

A mudança contemplaria parte da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Na semana passada, o ministro do STF decidiu que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode denunciar ministros da Corte ao Senado por eventuais crimes de responsabilidade — motivo que pode levar ao impeachment.

Gilmar decidiu de forma monocrática (sozinho) e falta a análise dos demais ministros da Corte. O STF anunciou que isso deve ocorrer, em plenário virtual, entre 12 e 19 de dezembro.

Em entrevista à GloboNews nesta terça, o relator Weverton afirmou que o relatório vai determinar ainda que o presidente do Senado terá 15 dias para definir se dará andamento a pedidos de impeachment ou não contra ministros do STF.

O texto inicial do projeto falava em 30 dias para essa definição. Atualmente, não há prazo para que os presidentes da Câmara e do Senado decidam se aceitam ou não os processos contra presidentes da República e ministros do STF, o que permite que os pedidos fiquem engavetados e à disposição da vontade política de cada presidente.

Para integrantes da oposição, essas mudanças podem facilitar que uma denúncia de impeachment seja realmente analisada no Senado.

Senado deve analisar projeto sobre regras de impeachment do STF

Como mostrou a reportagem, de 2021 até agora são 81 pedidos parados no Senado contra ministros do STF, sendo Alexandre de Moraes o principal alvo.

O parecer deve prever ainda quem pode apresentar pedidos de afastamento de autoridades da República:

  • partidos políticos com representação no Congresso;
  • Ordem dos Advogados do Brasil;
  • entidades de classe; e
  • cidadãos coletivamente (iniciativa popular apoiada por 1% dos eleitores do Brasil).

A regra colocada pelo projeto de lei é mais restritiva do que a lei atual, de 1950, mas mais abrangente do que a dada pelo ministro Gilmar Mendes na última semana.

Antes da decisão, qualquer cidadão poderia pedir o impeachment de um ministro da Suprema Corte.

O mecanismo era amplamente acessível e permitia pedidos baseados tanto em alegações técnicas quanto em motivações políticas, considerado pelo ministro um dos fatores que motivou a mudança no processo.

A discussão ocorre em um momento em que o campo político da direita trabalha para aumentar sua bancada no Senado em 2026, numa estratégia para ter votos suficientes para aprovar o impeachment de ministros – já que são os senadores os responsáveis pela análise.

Apesar do desagrado dos senadores com a ação de Gilmar, o relator negou incluir no texto a punição da perda do cargo para ministros por suposto abuso de poder.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para análise do Plenário da Casa.

Palavras-chave
para análise do Plenário da Casa.



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