Um grupo organizado de mulheres chamado Minas do Rosa voltou a acender o alerta sobre casos de assédio e importunação sexual na Praia do Rosa, em Imbituba. Os relatos, que circulam entre moradores, turistas e integrantes de um coletivo feminino atuante na região, apontam para situações envolvendo abordagens obscenas, atos libidinosos em locais públicos e exposição genital. Entre os casos mais recentes, está o de um homem que teria se aproximado de mulheres na praia, proferindo palavras obscenas e se masturbando ao lado delas. De acordo com Nayara Francine de Souza, uma das lideres do movimento a situação foi registrada em boletim de ocorrência e o suspeito já teria sido visto circulando por outras praias da região.
Minas do Rosa denuncia casos de assédio na Praia do Rosa
Um grupo organizado de mulheres chamado Minas do Rosa voltou a acender o alerta sobre casos de assédio e importunação sexual na Praia do Rosa, em Imbituba. Os relatos, que circulam entre moradores, turistas e integrantes de um coletivo feminino atuante na região, apontam para situações envolvendo abordagens obscenas, atos libidinosos em locais públicos e exposição genital.
Entre os casos mais recentes, está o de um homem que teria se aproximado de mulheres na praia, proferindo palavras obscenas e se masturbando ao lado delas. De acordo com Nayara Francine de Souza, uma das lideres do movimento a situação foi registrada em boletim de ocorrência e o suspeito já teria sido visto circulando por outras praias da região

Praia do Rosa, em Imbituba, é considerada um paraíso catarinense
Outro relato envolve uma mulher que caminhava por uma trilha quando um homem teria exibido o órgão genital para ela. Assustada, a vítima saiu correndo e encontrou outra mulher, enquanto o suspeito fugiu do local.
Os episódios reforçam a preocupação com a vulnerabilidade das mulheres em espaços públicos, conforme explica Nayara. O Minas do Rosa se define como uma rede de proteção e acolhimento de mulheres para mulheres.
“Nós recebemos quase todos os dias pedidos de ajuda em relação a assédio, importunação sexual e violência contra a mulher. O grupo acolhe essas mulheres e encaminha o mais rápido possível para as autoridades”, afirma
Movimento nasceu na Praia do Rosa e se espalhou por Imbituba
Mulheres relatam medo após casos de assédio sexual na Praia do Rosa
O Minas do Rosa atua no acolhimento, orientação e articulação com órgãos públicos no enfrentamento à violência contra a mulher na região de Imbituba e municípios vizinhos, como Garopaba.
O grupo nasceu em março de 2022, após um caso de estupro registrado na Praia do Rosa. O Minas do Rosa ofereceu auxílio a essa vítima, que conseguiu realizar o corpo de delito e o registro de ocorrência em um processo ágil. “Em menos de dez dias, esse homem foi preso. A partir disso surgiu o coletivo Minas do Rosa, através dessa articulação com a comunidade e a sociedade”, relata.
Hoje, com quase quatro anos de atuação, o grupo se tornou referência regional no atendimento a mulheres vítimas de violência. O trabalho inclui orientação jurídica, encaminhamento psicológico, assistência médica e apoio no registro de boletins de ocorrência.
“A gente ensina como fazer o boletim, qual delegacia procurar, quais são as informações básicas de direito da mulher. Enfim, a gente dá todo o suporte para essas vítimas”, explica.
Coletivo Minas do Rosa atua desde 2022
De acordo com Nayara, os casos registrados não se restringem a mulheres adultas. “Recentemente, um grupo de adolescentes estava sendo assediado por um homem. Ele foi preso. Então o grupo articula com essas mulheres, com essas mães, para que tenha acolhimento e respaldo do poder público”, argumenta. M
Minas do Rosa oferece lista de serviços com contatos seguros
Diante da recorrência dos casos, o movimento também criou uma lista de serviços e contatos de segurança, reunindo números de emergência, apoio psicológico, assistência jurídica e orientações práticas para mulheres que se sintam ameaçadas ou sejam vítimas de violência.
O Minas do Rosa ainda trabalha para organizar dados mais precisos sobre as ocorrências registradas. “Infelizmente, nós não temos dados concretos destes atendimentos, mas isso já está sendo organizado. Às vezes os números oficiais são menores do que a realidade, porque muitos casos não chegam às autoridades, mas essas notificações acontecem quase todos os dias”, explica.
Para conhecer mais sobre o Minas do Rosa e acessar a rede de proteção, basta acessar o perfil do grupo no Instagram.
Palavras-chavePara conhecer mais sobre o Minas do Rosa





