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Ela tem 29, trabalha só 115 dias no ano e ganha R$ 55 mil por mês fazendo o que poucos fariam Emprego

Ela tem 29, trabalha só 115 dias no ano e ganha R$ 55 mil por mês fazendo o que poucos fariam

19-01-2026 há 6 mêses

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Imagine ter mais de 250 dias de folga por ano e, ainda assim, receber um salário que ultrapassa os R$ 55 mil mensais aos 29 anos. Esta é a realidade de Amalie Lundstad, uma engenheira de processos que trabalha com o que poucos fariam. Ela trabalha isolada em uma plataforma petrolífera ao largo da costa da Noruega. O caminho de Amalie foi incomum: ela começou como bombeira antes de mergulhar em uma das indústrias mais perigosas do planeta.

Rotina de isolamento da engenheira de processos na plataforma petrolífera

A jornada de Amalie não começa em uma plataforma petrolífera. Para chegar ao cargo de engenheira de processos, ela passou pela trajetória do serviço militar como bombeira. Agora, já inserida na indústria do petróleo, ela viaja de Oslo para Bergen e, de lá, embarca em um helicóptero rumo ao meio do Mar do Norte. A rotina é intensa, com 14 dias consecutivos de trabalho, em turnos que alternam entre o dia e noite.

“Trabalho duas semanas seguidas, de dia ou de noite, e os turnos mudam sempre. Nenhum dia é igual ao outro”, relatou a engenheira de processos ao El Economista. Na plataforma petrolífera, cada ciclo começa pontualmente às 17h45, exigindo uma disciplina mental que poucos profissionais conseguem sustentar por muito tempo, e, acabam acarretando na desistência da função.

Segurança mantém a vida em meio ao risco com o que poucos fariam

Fazer o que poucos fariam envolve lidar com o perigo constante na vida. Entre 2014 e 2019, mais de 400 trabalhadores morreram ou ficaram feridos em plataformas petrolíferas nos EUA, o que reforça por que Amalie trata a segurança como prioridade absoluta.

A primeira tarefa dela é revisar protocolos e distribuir funções. Nenhuma operação é feita individualmente. Cada movimento é supervisionado por pelo menos dois profissionais. Esse rigor é o que garante que a estrutura, cercada por águas geladas e riscos de explosão, continue operando.

Embora o salário base não seja elevado, os adicionais por periculosidade e turnos noturnos elevam a remuneração para cerca de R$ 55 mil mensais na conversão atual, o que anualmente chega a 110 mil euros, o equivalente a R$ 660 mil.

Contudo, Amalie faz um grande adendo: o dinheiro vem com um custo emocional elevado. O estilo de vida offshore exige estar longe de casa em aniversários, feriados e momentos familiares irrepetíveis.

Guindastes portuários em silhueta ao pôr do sol, cenário industrial que mostra o que poucos fariam em ambientes extremosTrabalhar em plataformas petrolíferas é saber lidar muito bem com a solidão e os perigos constantes

Para a engenheira de processos, é uma carreira gratificante para quem ama viajar e aceita o sacrifício do isolamento em troca de uma liberdade financeira e de tempo que poucos atingem tão cedo.

Palavras-chave
tempo que poucos atingem tão cedo.



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