As obras da Transnordestina, ferrovia que terá mais de 1.206 quilômetros de extensão, estão avançando. Já foram concluídas cerca de 80% das obras da fase 1 do projeto, que liga o estado do Piauí ao litoral cearense. O empreendimento, de investimento total de R$ 14,9 bilhões, é considerado estruturante para a logística nacional e para o escoamento da produção do Nordeste. Nesta sexta-feira (30), o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, acompanhou o andamento das obras da ferrovia no Ceará, estado onde devem ser construídos 608 quilômetros do total traçado.
"O avanço dessas obras mostra o tamanho do empreendimento e a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia vai permitir que possamos fazer o transporte de cargas de maneira mais eficiente, descarbonizando o setor de transporte”, disse Ribeiro

Até agora, já foram aplicados R$ 11,3 bilhões do total investido e 727 quilômetros da ferrovia foram finalizados. Neste mês, foi realizado o segundo teste operacional: 946,12 toneladas de grãos completaram um percurso do Piauí ao Ceará de 16 horas e 34 minutos. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, ressaltou a importância da infraestrutura.
“Mais do que a geração de empregos, trata-se da principal obra de logística da história do Ceará, que vai atravessar o estado e ligar uma grande região produtora de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados do mundo”.
Transnordestina faz segundo teste operacional
Ferrovia atravessará 53 municípios
Além dos 1.206 quilômetros de extensão na linha principal, a Transnordestina também tem outros 73 quilômetros em ramais secundários. A ferrovia ligará Eliseu Martins, no Piauí, a Porto do Pecém, no Ceará.
No total, 53 municípios serão atravessados: 28 municípios no Ceará, 18 municípios no Piauí e 7 em Pernambuco.
“Estamos focados no transporte de cargas, especialmente para o escoamento da produção agrícola. Uma ferrovia, uma vez implantada, induz desenvolvimento no seu entorno, com a instalação de terminais e portos secos pelo setor privado, gerando emprego e renda”, disse o secretário Nacional de Transporte Ferroviário.
Transnordestina terá mais de 1,2 km de extensão
Além disso, o transporte ferroviário é mais eficiente e sustentável, contribuindo para a redução da emissão de gases poluentes. O futuro da economia do Brasil depende das ferrovias”, finalizou.
A ferrovia redesenhará o mapa logístico do Nordeste, atuando no escoamento da produção do Matopiba, região que abrange áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins.
A obra deve reduzir custos logísticos e fortalecer a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
*Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério dos Transportes
Palavras-chave*Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério dos Transportes





