Santa Catarina ganha protagonismo no mercado exterior de negociações com a China. O estado, que se destacou pela menor taxa de desemprego do país em 2025, foi o segundo maior importador brasileiro do país asiático. Segundo dados do Mapa Bilateral de Comércio e Investimento de 2023 e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), SC foi responsável por 22% de todas as importações brasileiras de produtos vindos da China em 2023, movimentando cerca de R$ 60 milhões.
Importações da China em SC
Os itens que Santa Catarina mais compra incluem válvulas, tubos termoiônicos, diodos e transistores (10,2%), equipamentos de telecomunicações, peças e acessórios (6%) e compostos químicos (4,8%). Também figuram entre os mais importados insumos agrícolas, máquinas e equipamentos de conexão de circuitos elétricos, além de veículos automotores de passageiros e produtos de ferro ou aço.
Entre as justificativas para o grande volume estão o crescimento médio de 10,2% ao ano das compras vindas da China para o Brasil e o destaque estratégico do estado no comércio exterior. A infraestrutura catarinense, com sete portos ativos e malha rodoviária integrada, facilita a chegada e distribuição desses produtos. O parque industrial do estado, com alta demanda por insumos de tecnologia, reforça a relevância dos dados e posiciona Santa Catarina como um hub importante para importações, especialmente de produtos de alta complexidade e valor agregado.
Diferencial competitivo e o impacto das importações da China
Icaro Moro, gerente nacional de crédito à importação da Axton Global, entende que o diferencial competitivo de Santa Catarina passa principalmente pelas condições de desoneração tributária.
“Algumas empresas têm impostos reduzidos para 3% a 1%, dependendo do ramo. No geral, o desembaraço aduaneiro é isento de ICMS, permitindo que o pagamento ocorra apenas no momento da venda, o que preserva o caixa da empresa”, afirmou.
Importações da China em SC: portos do estado movimentam comércio exterior da região
Moro destaca que as condições são tão impactantes que empresários de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, preferem operar por aqui. “A cidade de Itajaí, por exemplo, tornou-se um hub de tradings e agentes que oferecem custos operacionais mais baixos do que os portos paulistas”, concluiu.
Palavras-chavedo que os portos paulistas” concluiu.





