O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, voltou a ser preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4). Ele foi detido em São Paulo na terceira fase da operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes de até R$ 12 bilhões ao SFN (Sistema Financeiro Nacional). A Polícia Federal cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central. O STF ainda determinou afastamento de cargos públicos e bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens dos investigados, com objetivo de interromper a movimentação de ativos e preservar valores potencialmente relacionados aos crimes.
André Mendonça determina prisão preventiva de quatro investigados e bloqueia R$ 22 bilhões
Daniel Vorcaro foi levado à Superintendência Regional da PF em São Paulo. A operação investiga os crimes de crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Vorcaro, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
Daniel Vorcaro é preso pela segunda vez no escândalo do Master
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro já havia sido preso pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, quando tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Ele é investigado por um esquema de emissão de títulos de crédito falsos e outras fraudes no SFN envolvendo o Banco Master, que supostamente teria colocado no mercado produtos financeiros sem lastro.

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é investigado por fraudes financeiras que chegariam a R$ 12 bilhões
Vorcaro teve habeas corpus concedido pelo TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e foi solto em 29 de novembro. A prisão preventiva foi revogada e convertida em medidas cautelares. Ele foi liberado sob a condição de usar tornozeleira eletrônica, cumprir recolhimento domiciliar em determinados horários, comparecer periodicamente à Justiça, não manter contato com outros investigados, não exercer atividades no setor financeiro e não deixar o país.
Em 18 de novembro, após a prisão de Daniel Vorcaro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN. Em setembro, a autoridade monetária havia barrado a compra da instituição financeira pelo BRB (Banco de Brasília).
Palavras-chavefinanceira pelo BRB (Banco de Brasília).





