O STF condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime inicial fechado. A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte após ele transferir R$ 500 via Pix para ajudar no pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau até Brasília nos atos de 8 de janeiro. Segundo o processo, outros dois homens também foram condenados por participação no financiamento da viagem. Conforme o portal Poder 360, a Procuradoria-Geral da República entendeu que o grupo teve papel na organização e no apoio logístico às mobilizações. Um dos condenados, Vilamir Valmor Romanoski, foi apontado como liderança local, responsável por recrutar participantes e organizar mantimentos.
Defesa afirma que desconhecia destino do dinheiro para os atos de 8 de janeiro
Em depoimento ao STF, Hahn afirmou que fez a transferência a pedido de um conhecido e que não sabia qual seria o destino do dinheiro. Segundo o UOL, a defesa de Hahn argumentou ao Supremo que a denúncia da PGR fundamentou-se exclusivamente no Pix de R$ 500 feito à empresa de fretamento de ônibus. Os advogados sustentaram que não houve prova de que o valor se destinasse ao financiamento de uma viagem ou de que o empresário tivesse conhecimento de eventual crime.
Nossa reportagem tentou localizar a defesa de Alcides Hahn, mas não conseguiu até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
Pena e indenização
A pena total inclui 12 anos e 6 meses de reclusão, 1 ano e 6 meses de detenção e 100 dias-multa, com cada dia equivalente a um terço do salário mínimo. Além disso, Hahn e os demais condenados deverão pagar, de forma solidária, R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
Palavras-chavedanos morais coletivos.





