A nova variante da Covid-19 chamada “Cicada” já circula em 23 países e chama a atenção de cientistas e virologistas do mundo inteiro pelo número elevado de alterações genéticas. A sublinhagem da Ômicron possui mais de 70 mutações e pesquisadores avaliam os riscos de escape imunológico enquanto a cepa se espalha pelo mundo.
Entenda o que é a nova variante da Covid-19
A “Cicada” (cigarra, em português), nova variante da Covid-19, é tecnicamente identificada como BA.3.2. Ela foi detectada pela primeira vez em 2024 e, desde então, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos confirmou sua presença em diferentes continentes. De acordo com especialistas, a Cicada faz parte da evolução natural do vírus, que acumula mudanças para continuar circulando entre a população. Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que o vírus parou de dar grandes “saltos” entre variantes e agora evolui por meio dessas subvariantes.
O que mais impressiona a comunidade científica na Cicada é a quantidade de alterações. São cerca de 75 mutações localizadas na proteína Spike, a estrutura que o vírus utiliza para invadir as células do corpo humano.

Os sintomas da Cicada continuam parecidos com os de um resfriado comum
Segundo Juarez Cunha, diretor da SBIm, esse volume alto de mudanças pode facilitar o “escape de anticorpos”. Na prática, o sistema imunológico de quem já foi vacinado ou teve a doença pode ter mais dificuldade para reconhecer o vírus de imediato, embora isso não signifique que a doença será mais agressiva.
Sintomas da Cicada
Até o momento, o perfil clínico da Cicada não apresenta grandes novidades em relação às outras versões da Ômicron. Os sintomas relatados por pacientes ao redor do mundo seguem um padrão de infecção respiratória leve na maioria dos casos:
- Febre;
- Tosse;
- Dor de garganta;
- Coriza e congestão nasal;
- Dor de cabeça e no corpo;
- Cansaço;
- Diarreia (em alguns casos específicos).
Proteção das vacinas e cenário global
Mesmo com as mutações, as vacinas atuais continuam sendo a principal ferramenta de proteção. O alerta principal recai sobre a queda na cobertura vacinal, especialmente em grupos de risco como idosos e gestantes.
Mantenha seu esquema vacinal em dia para se proteger de possíveis novas variantes
Nos Estados Unidos, a variante já foi identificada em 29 estados. Na Europa, países como Holanda, Alemanha e Dinamarca registraram aumento nas detecções entre o fim de 2025 e o início de 2026.
Situação da Cicada no Brasil
Em relação ao território nacional, os dados mais recentes da Semana Epidemiológica 12, publicados em 28 de março, mostram que ainda não houve registro oficial da variante da Covid-19 no Brasil.
A recomendação continua sendo manter o esquema vacinal atualizado para garantir a proteção contra esta e outras possíveis novas variantes da doença.
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