A Polícia Federal apura o possível envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, no esquema de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As suspeitas contra o filho mais velho do presidente Lula (PT) acendem alerta no Planalto. Segundo o colunista Robson Bonin da revista Veja, a investigação contra Lulinha tiveram avanço significativo nas últimas semanas e deixaram o presidente “preocupado e assustado”. Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não é investigado como autor das fraudes, nem foi alvo de operação. A PF apura, no entanto, as menções ao nome do empresário em diálogos interceptados.

Filho mais velho de Lula mora na Espanha e não foi alvo de operação da PF até o momento
O colunista Robson Bonin afirma que investigadores mapeiam supostos movimentos de Lula para tentar blindar o filho. O Planalto, contudo, nega qualquer tentativa de interferência. Em fevereiro, o presidente afirmou em entrevista ao UOL que confrontou o primogênito: “Eu chamei o meu filho aqui, e eu falo isso com todo mundo. Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Olha, só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’. Porque é assim que eu trato as coisas, com muita seriedade”
Em que pé está a investigação contra Lulinha?
Em fevereiro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Lulinha, a pedido da PF.
No Congresso, a CPMI do INSS também aprovou uma quebra de sigilo, mas a decisão foi anulada pelo ministro Flávio Dino em março, que considerou a votação irregular. Em 28 de março, a comissão rejeitou o relatório que pedia indiciamento de Lulinha e outras 215 pessoas pelo esquema de fraudes.
Mendonça autoriza quebra de sigilo bancário na investigação contra Lulinha
A investigação contra Lulinha apura se houve eventual vínculo indireto com integrantes do esquema ou se ele teria sido beneficiário de recursos desviados. As suspeitas incluem o uso de empresas e serviços para mascarar pagamentos e a possível existência de relações financeiras não declaradas. A defesa nega qualquer irregularidade, reiterando que ele nunca recebeu valores ilícitos e sustentando que não há relação direta ou indireta com o esquema de fraudes. Segundo os advogados, as movimentações financeiras e atividades empresariais do cliente são lícitas e podem ser comprovadas.
Investigação contra Lulinha: por que filho do presidente é citado?
A operação “Sem Desconto”, da Polícia Federal investiga um esquema de fraudes no INSS que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, por meio de descontos indevidos na folha de aposentados e pensionistas.
Lulinha viajou a Portugal com o Careca do INSS, mas defesa nega irregularidade
O nome de Lulinha passou a ser citado na investigação a partir de depoimentos, mensagens e movimentações financeiras analisadas pela PF. Um dos principais pontos é a relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como principal operador do esquema. Um ex-funcionário afirma que o filho do presidente Lula teria recebido “mesada” no valor de R$ 300 mil por mês do Careca do INSS. Lulinha também viajou para Portugal com o lobista em 2024. A defesa confirmou a viagem, mas alegou que teve caráter empresarial e não envolveu irregularidades.
Roberta Moreira Luchsinger seria elo entre Lulinha e Careca do INSS
A PF identificou cinco pagamento no valor de R$ 300 mil, que somam, R$ 1,5 milhão, do Careca do INSS para uma empresa de Roberta Luchsinger, empresária amiga de Lulinha. Em uma troca de mensagens, o lobista afirma que o destinatário da transferência seria “o filho do rapaz”, o que poderia fazer referência ao filho do presidente. No mesmo período, a empresa de Roberta Luchsinger realizou pagamentos de aproximadamente R$ 640 mil a uma agência de viagens associada a Lulinha.
Palavras-chaveviagens associada a Lulinha.





