Três mergulhadores profissionais foram presos na operação da Polícia Federal que teve como alvo um núcleo do tráfico internacional de drogas atuante em portos de Santa Catarina. Segundo a investigação, o trio foi contratado pelos criminosos para ocultar cocaína nos cascos dos navios.
Eles foram presos nesta terça-feira (19) em Tijucas, Imbituba e São Francisco do Sul. Outras 15 pessoas foram detidas durante a operação e 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 12 cidades de Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais (veja lista aqui).
Só nos últimos quatro anos, segundo a PF, mais de meio bilhão de reais foram movimentado pelo esquema criminoso.
As investigações começaram em 2023 após sucessivos flagrantes nas áreas portuárias de Navegantes, Itapoá e Imbituba, onde a logística dos portos era usada.
Ao longo das apurações, cerca de 4,6 toneladas de cocaína foram apreendidas e prendeu sete suspeitos em flagrante. A PF solicitou o sequestro de bens, como veículos de luxo, e bloqueios bancários em até R$ 646 milhões.
Segundo o delegado Alessandro Netto Vieira, a diversidade no modo de atuação do grupo chamou a atenção da polícia.
"Esses métodos diversos iam desde ocultação da cocaína em cargas lícitas - como paletes de madeira, sacos de alimento, produtos químicos -, constituição de empresas de fachada para viabilizar uma operação aparentemente regular de exportação, chegando até à contratação de mergulhadores profissionais para ocultação da cocaína nos cascos de navios fundiados nas imediações dos nossos portos", disse.
Um arsenal composto por fuzis, pistolas, granadas, metralhadora e grande quantidade de munições também foi apreendido, evidenciando um poder bélico elevado da organização criminosa.
poder bélico elevado da organização criminosa
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