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 Anvisa proíbe, mas justiça autoriza importação da tirzepatida mais barata do PARAGUAI Saúde

Anvisa proíbe, mas justiça autoriza importação da tirzepatida mais barata do PARAGUAI

01-06-2026 há 1 dia

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A disputa entre acesso à saúde e regras sanitárias ganhou um novo capítulo no Brasil. A Justiça Federal tem concedido liminares permitindo a importação de versões paraguaias da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, mesmo com a proibição da Anvisa.

O motivo é simples: preço. Enquanto o tratamento com o medicamento oficialmente registrado no Brasil pode ultrapassar R$ 3 mil por mês, versões vendidas no Paraguai custam cerca de R$ 400 a R$ 450.

Para muitos pacientes, especialmente aqueles que dependem do uso contínuo da medicação, a judicialização virou a única saída para não interromper o tratamento.

A Anvisa afirma que os produtos paraguaios não possuem registro no Brasil e não oferecem garantias de qualidade, eficácia e segurança. Já a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro original, reforça que essas versões não são equivalentes aprovadas.

Mesmo assim, juízes têm entendido que impedir a importação para uso pessoal, mediante receita médica, pode ferir o direito fundamental à saúde.

O caso escancara um problema crescente: tratamentos modernos chegam ao mercado com valores inacessíveis para grande parte da população. Com isso, cresce também o número de brasileiros recorrendo à Justiça para conseguir acesso a medicamentos considerados essenciais.

O paciente atual está mais informado, acompanha estudos, compara preços internacionais e busca alternativas quando o custo inviabiliza a continuidade do tratamento.

A discussão entre acesso financeiro e segurança sanitária promete continuar movimentando tribunais, médicos, farmacêuticas e órgãos reguladores nos próximos meses.

Palavras-chave
reguladores nos próximos meses.



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