Um grupo formado por entidades representativas do comércio, da segurança comunitária e de moradores de Florianópolis divulgou uma nota oficial conjunta manifestando preocupação com a possível instalação de uma unidade de atendimento para pessoas em situação de rua na Rua João Pinto, no Centro Histórico da Capital.
O posicionamento foi assinado pela CDL Florianópolis, Bencel – Núcleo de Bares e Entretenimento do Centro Leste de Florianópolis, Centro Leste Vivo – Associação de Moradores e Comércio Diurno, Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro e Sindilojas de Florianópolis e Região.
Segundo o documento, as entidades afirmam reconhecer a importância do trabalho humanitário desenvolvido pela Cáritas Brasileira. No entanto, defendem que a localização escolhida para a possível instalação da unidade apresenta incompatibilidades com o perfil urbano da região e pode gerar impactos no processo de revitalização do Centro Histórico Leste.
Entidades apontam preocupação com revitalização da região
Na nota, os representantes destacam que o setor leste do Centro Histórico passou, nos últimos anos, por investimentos voltados à requalificação urbana e ao fortalecimento da economia criativa, além de ações destinadas à valorização do patrimônio histórico e ao incentivo da atividade comercial.
De acordo com as entidades, a instalação de um equipamento de atendimento social de alta demanda nessa área poderia comprometer esse processo, afetando o fluxo de moradores, visitantes e consumidores, além de influenciar futuros investimentos públicos e privados na região.
Outro ponto levantado é que o entorno da Rua João Pinto consolidou-se como um importante polo gastronômico e de vida noturna da Capital, concentrando bares, restaurantes e estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas.
Conforme o posicionamento conjunto, esse cenário poderia representar desafios para o funcionamento de um serviço voltado ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de aumentar conflitos relacionados ao uso compartilhado do espaço público.
Manifesto também cita turismo e atividade econômica
As entidades afirmam ainda que a concentração de pessoas em situação de rua em uma área de forte vocação turística e comercial pode impactar a percepção de segurança por parte de moradores e visitantes, além de influenciar a dinâmica econômica do Centro Histórico.
No documento, também é mencionado o receio de que esse cenário possa reduzir os efeitos positivos dos investimentos recentes em infraestrutura, paisagismo e revitalização urbana realizados na região.
Pedido é para que município reavalie a localização
Na manifestação, as entidades defendem que as políticas de assistência social sejam planejadas de forma descentralizada, considerando diferentes áreas da cidade e evitando a concentração de serviços em regiões consideradas sensíveis sob o ponto de vista urbanístico e econômico.
O grupo solicita que o Poder Público Municipal analise a proposta e avalie alternativas para a instalação da unidade de atendimento em outro endereço, buscando conciliar o atendimento à população em situação de rua com as estratégias de desenvolvimento urbano e preservação do Centro Histórico.
Entidades que assinam a nota
O documento foi assinado pelas seguintes instituições:
- CDL Florianópolis;
- Bencel – Núcleo de Bares e Entretenimento do Centro Leste de Florianópolis;
- Centro Leste Vivo – Associação de Moradores e Comércio Diurno;
- Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro;
- Sindilojas de Florianópolis e Região.
Até o momento, a manifestação representa o posicionamento conjunto dessas entidades sobre a proposta envolvendo a instalação da unidade de atendimento na Rua João Pinto, no Centro Histórico de Florianópolis.
Palavras-chaveno Centro Histórico de Florianópolis.





