O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se manifestou sobre a confusão ocorrida em José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, nesta quarta-feira (8). Segundo ele, “maus políticos” mentiram sobre a falta de obras na barragem. O político diz ainda que para sua surpresa “os indígenas estavam fazendo protesto porque a obra está acontecendo”.
Jorginho Mello rebate polêmica após confusão em José Boiteux
No vídeo, Jorginho Mello relata o histórico da Barragem de José Boiteux que, segundo ele, foi construída em 1992 — pelo Governo Federal — e desde então não foi reformada.
“O governo estadual e o governo federal fizeram um acordo com os indígenas há mais de 20 anos, prometendo obras que não aconteceram e nós estamos fazendo”, reforça.
Construção de 20 casas faziam parte do acordo
Jorginho disse ainda que no local seriam construídas 20 casas, mas que o Governo de Santa Catarina vai fazer mais de 40. “Em ano eleitoral, tem gente que mente. Tem gente que é contra o progresso. E tem a gente que tem responsabilidade. Acredite, tem até gente torcendo pelo El Niño”, finaliza.
Entenda a polêmica envolvendo governador e indígenas
Durante a reportagem, em José Boiteux, Jorginho Mello trocou ofensas com indígenas em uma das visitas às obras da barragem na cidade.
O momento ocorreu enquanto ele falava sobre a relação do Estado com a comunidade indígena que vive na região., O governador interrompe a fala e profere um xingamento, antes de pedir que pessoas fossem retiradas do local: “Vai para a p** que o p**!”, disse. Na sequência, ele solicita: “Tira esse pessoal daí! Manda tirar esse pessoal daí!”. Antes da confusão acontecer, o governador justificava a importância da barragem e da obra que há anos é aguardada na região. Posteriormente, uma mulher questiona a declaração de Jorginho Mello de que a situação da barragem estaria “sob controle” e afirma que a estrutura está localizada dentro de uma terra indígena. “Tudo sob controle? O que nós precisamos ali?”, questiona a mulher. Em seguida, ela afirma: “Eu sou cacique, respeita. Eu sou cacique, a terra é indígena. Essa barragem aqui está dentro da terra indígena”. Durante a discussão, os dois trocam ofensas. O governador responde com um palavrão, enquanto a mulher afirma que ele estaria fazendo política com a situação.
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