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Beneficiários do Bolsa Família podem ter redução de R$ 200 no benefício de quem mora sozinho; entenda projeto de lei na Câmara Geral

Beneficiários do Bolsa Família podem ter redução de R$ 200 no benefício de quem mora sozinho; entenda projeto de lei na Câmara

13-07-2026 há 13 horas

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Uma nova proposta em tramitação na Câmara dos Deputados pode alterar as regras de pagamento do Bolsa Família para diferentes perfis de beneficiários. O Projeto de Lei 393/26 prevê a redução de R$ 200 no Benefício Complementar pago a famílias compostas por apenas uma pessoa (unipessoais). O objetivo, segundo o texto, é redistribuir os recursos para facilitar o acesso de pessoas com deficiência que necessitam de cuidadores em tempo integral. De acordo com o autor do projeto, o deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), a mudança não deve gerar novos gastos públicos. Em vez disso, ela equilibra o orçamento do Bolsa Família para apoiar lares em situação de maior vulnerabilidade, em especial aqueles onde o responsável precisa abrir mão do trabalho para prestar assistência contínua.

Deputado Federal do Piauí Jadyel Alencar (Republicanos) é o autor da proposta que altera regras de benefíciosFoto: Câmara dos Deputados/Divulgação/ND Mais Deputado Federal do Piauí Jadyel Alencar (Republicanos) é o autor da proposta que altera regras de benefícios

O que muda no Bolsa Família se a lei for aprovada

  • BPC fora da renda: O dinheiro do BPC de quem tem deficiência e precisa de cuidador não será mais somado no cálculo de limite do Bolsa Família.
  • Corte de R$ 200: O benefício complementar de quem mora sozinho será reduzido em R$ 200 para financiar essa nova medida.

Para quem muda se a lei for aprovada

  • Quem é beneficiado: Famílias com pessoas com deficiência que dependem de cuidadores (elas poderão acumular o Bolsa Família e o BPC mais facilmente).
  • Quem perde R$ 200: Pessoas que moram sozinhas (unipessoais) e que não possuem deficiência.
  • Quem está protegido do corte: Quem mora sozinho, mas tem alguma deficiência ou incapacidade permanente para o trabalho.

BPC fora do cálculo do Bolsa Família

A espinha dorsal da proposta é a exclusão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da conta de renda familiar do Bolsa Família. Essa regra se aplicaria exclusivamente a pessoas com deficiência que dependem do auxílio de terceiros para realizar as tarefas básicas do dia a dia. 

Sob a legislação atual (Lei 14.601/23), os repasses do BPC entram diretamente no cálculo da renda familiar per capita. Isso muitas vezes ultrapassa o limite permitido por lei e bloqueia o direito dessas famílias de receberem também o Bolsa Família.

Projeto de Lei 393/26 beneficia mães e cuidadores que deixaram o mercado de trabalho para prestar assistência integral a pessoas com deficiência.Foto: Reprodução/Meu CAD Único/ND MaisProjeto de Lei 393/26 beneficia mães e cuidadores que deixaram o mercado de trabalho para prestar assistência integral a pessoas com deficiência

O deputado Jadyel Alencar defende que o BPC, nestas circunstâncias específicas, não pode ser tratado como uma sobra de dinheiro: 

“O benefício, na prática, substitui a capacidade laboral do cuidador, frequentemente a mãe, que se vê impossibilitada de exercer atividade remunerada em razão da dedicação integral aos cuidados da pessoa com deficiência”.

Quem perderia e quem estaria protegido da redução?

Para compensar a entrada desse grupo sem estourar o caixa do Governo Federal, o projeto reduz em R$ 200 o Benefício Complementar das famílias unipessoais. Atualmente, esse complemento existe para assegurar que cada integrante da família receba, no mínimo, R$ 142 mensais, sem diferenciar o tamanho dos lares.

Entretanto, a proposta define exceções claras. A redução de R$ 200 não se aplica a:

  • Pessoas com deficiência que moram sozinhas;
  • Pessoas com incapacidade permanente para o trabalho.

Pessoas que moram sozinhas e não possuem deficiência terão redução de R$ 200 no benefício complementar caso a proposta vire lei.Foto: Imagem gerada por IA/ND MaisPessoas que moram sozinhas e não possuem deficiência terão redução de R$ 200 no benefício complementar caso a proposta vire lei

Próximos passos e tramitação da lei que altera o Bolsa Família

Por se tratar de um projeto em caráter conclusivo, a matéria passará por análise direta nas comissões temáticas da Câmara, sem necessidade de ir a votação no Plenário, a menos que haja recurso. O texto passará pelas seguintes comissões: 

  • Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família;
  • Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência;
  • Finanças e Tributação;
  • Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para começar a valer de forma definitiva e virar lei nacional, a proposta ainda precisa ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Palavras-chave
quanto pelo Senado Federal. ​



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