Almir Pazzianotto, ex-ministro do Trabalho e ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho, com mais de cinco décadas de trajetória pública impecável, fez um diagnóstico que ecoa o que milhões de brasileiros sofrem na pele: vivemos sob uma ditadura do Judiciário. Uma ditadura do Supremo.
Pazzianotto não faz concessões. Ele é direto: onze ministros — que ninguém elegeu, que ninguém pode cobrar nas urnas — legislam, executam, decidem sobre os rumos do país. Eles fazem o que lhes convém, do balcão, longe do escrutínio popular. É ativismo judicial puro. É usurpação de poder.
O problema não é episódico. É estrutural. É sistêmico. Uma Corte que transpôs seus limites constitucionais há anos, que se meteu em questões que deveriam estar nas mãos dos eleitores e seus representantes, que criminalizou adversários políticos e protegeu aliados conforme a conveniência.
Pazzianotto reconhece: ele mesmo não vê saída fácil. É o testemunho de quem viveu dentro do sistema e assistiu ao seu colapso moral. Mas existe um caminho — e ele não vem do Supremo. Vem das urnas.
Um novo governo terá a legitimidade e o poder para nomear novos ministros, alterando gradualmente a composição da Corte. Mais do que isso: uma nova Presidência com apoio do Senado poderá fazer o que deveria ter sido feito há muito tempo — processar e julgar os ministros que abusaram de seus poderes, que violaram juramentos constitucionais, que colocaram suas convicções políticas acima da lei.
A aritmética é simples: quatro ministros novos. Duas cassações. Uma maioria restaurada. E com ela, o resgate da soberania do povo.
Não é golpe. Não é anarquia. É democracia funcionando exatamente como deveria funcionar. É o poder retornando para as mãos de quem foi eleito. É a Constituição sendo cumprida.
A solução para a ditadura do Supremo não vem de dentro da Corte. Vem das urnas. Vem de um povo que finalmente diz: aqui não mandam onze magistrados. Aqui quem manda é a democracia.
E a democracia se renova nas urnas.
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