Um grupo criminoso tentou usar funcionários de uma instituição financeira do Norte de Santa Catarina para acessar o sistema da empresa e viabilizar um desvio de até R$ 1 bilhão. A tentativa foi descoberta em abril e levou a Polícia Civil de Santa Catarina a realizar, nesta terça-feira (29), uma operação com cinco mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Joinville. Segundo a polícia, os criminosos tentaram convencer funcionários da instituição a colaborar com o esquema para conseguir acesso à estrutura interna da empresa.
Funcionários recusaram participar
O plano não chegou a ser executado porque os trabalhadores procurados recusaram as propostas e avisaram as autoridades.
A partir dessas informações, a Polícia Civil passou a investigar o grupo e identificou outras etapas previstas para o golpe. Os criminosos planejavam instalar equipamentos dentro da rede da instituição para capturar dados e ampliar o acesso aos sistemas da empresa.
A investigação também apontou que o grupo preparava programas para driblar os sistemas de segurança dos computadores.
A combinação das estratégias permitiria aos criminosos avançar sobre os sistemas da instituição e tentar realizar o desvio. Segundo um dos investigados, o valor envolvido poderia chegar a R$ 1 bilhão.
Suspeito já havia tentado golpe semelhante
Um dos alvos da operação desta terça-feira já havia sido preso em Sergipe, na quarta-feira (23), por uma tentativa semelhante.
De acordo com a Polícia Civil de Sergipe, ele teria tentado convencer um funcionário de uma instituição bancária a colaborar com um plano para acessar o sistema do banco.
A prisão ocorreu cinco dias antes da operação em Santa Catarina e passou a fazer parte das informações analisadas pelos investigadores.
A operação teve apoio de equipes das polícias civis da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, além da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina.
Participaram agentes das unidades especializadas em crimes cibernéticos e fraudes dos três estados. A investigação continua para esclarecer a atuação do grupo e a participação de cada suspeito.
Segundo a Polícia Civil, a ação integra o trabalho de combate a fraudes contra instituições financeiras e crimes cometidos com uso de tecnologia.
cometidos com uso de tecnologia.





