O mercado deu seu veredito sobre o primeiro turno em um único pregão. Com Flávio Bolsonaro, do PL, à frente de Lula, do PT, por 47,03% a 45,16% dos votos válidos, o Ibovespa fechou esta segunda-feira em 207.190 pontos, alta de 7,85%, depois de tocar a máxima histórica de 209.605 pontos. A leitura das mesas é direta. Um eventual governo Flávio, somado a um Congresso mais à direita, reduziria o prêmio de risco fiscal e abriria espaço para cortes na Selic, hoje em 13,75% ao ano. Bancos e varejo lideraram as altas, com Bradesco subindo mais de 14% e Magazine Luiza perto de 26%. A surpresa está menos no resultado e mais na distância em relação às pesquisas. A última Quaest, divulgada no sábado (3), mostrava Lula com 46% e Flávio com 45% dos válidos. As urnas inverteram a ordem e repetiram 2022, quando os institutos também subestimaram o voto conservador. Minha aposta para as próximas rodadas de Datafolha e Quaest é de Flávio Bolsonaro ampliando a vantagem para algo entre 4 e 6 pontos nos votos válidos do segundo turno.
Pesam o efeito de arrasto de quem sai na frente e a migração de eleitores de direita e centro que ficaram pelo caminho. A própria Quaest já apontava Flávio com 44% contra 42% de Lula no segundo turno.
Fechamento do dólar
Na manhã desta segunda-feira (5) a coluna antecipou uma previsão do Goldman Sachs, onde o dólar poderia chegar até R$ 4,85 após o resultado de domingo (4).
O risco para o investidor está no preço. Ao embutir a vitória já no primeiro pregão, o mercado deixa pouca margem para frustração. O fato de o dólar não ter sustentado o fechamento abaixo de R$ 5 é um primeiro sinal de cautela.
O dólar caiu 4,12% e terminou a R$ 5,0022, após romper o piso de R$ 5 durante o dia pela primeira vez desde maio. A mínima do dia chegou até R$ 4,95, como reação positiva de valorização do Real com os R$ 5,21 da última negociação na sexta-feira (3).
Até 25 de outubro, quem manda no câmbio são as pesquisas. O pregão desta segunda precificou um resultado que ainda não existe, mas é previsível.
Palavras-chaveainda não existe mas é previsível.





