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Rogério Marinho apoia teto do MEI, mas acusa Lula de agir por ‘desespero’ a dias do 2º turno Política

Rogério Marinho apoia teto do MEI, mas acusa Lula de agir por ‘desespero’ a dias do 2º turno

15-10-2026 • há 13 horas

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, usou a discussão do projeto que eleva o teto do MEI para mandar um recado direto ao Palácio do Planalto.

Na tribuna do Senado, ele disse concordar com a proposta, mas acusou o governo Lula de agir “no momento de desespero” e de empurrar para a próxima administração uma conta que, segundo ele, chega a R$ 340 bilhões.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (15) o requerimento de urgência para votar o PLP 186/2026, que eleva o teto de faturamento do Microempreendedor Individual e perdoa dívidas da categoria com a União.

“Não temos que fazer escolha”

Marinho evitou se colocar contra o projeto, uma pauta popular entre pequenos empreendedores, e concentrou o ataque no calendário e no conjunto de medidas aprovadas pelo governo na reta final da eleição.“São R$ 340 bilhões em medidas dos mais variados estilos. Estamos diante de um problema ligado ao preço dos alimentos, à falta de segurança, à falta de previsibilidade e, sobretudo, a um problema sério de confiança na forma como o governo conduz a economia”, afirmou. O valor citado pelo senador vai muito além do custo do próprio MEI. O impacto do reajuste do teto é estimado em cerca de R$ 8 bilhões, e o perdão das dívidas zera R$ 12,6 bilhões em débitos de 3,6 milhões de microempreendedores. Os R$ 340 bilhões aparecem, no discurso, como a soma das medidas do governo, sem detalhamento.

Discurso com tom de palanque

O senador também transformou a tribuna em vitrine da campanha. Citou a reação do mercado ao resultado do primeiro turno como prova de desconfiança no governo. Segundo ele, a simples perspectiva de troca no comando do país levou a uma alta de sete pontos na Bolsa, à queda do dólar e à redução da curva de juros futuros.

“Isso mostra que o país já sofreu uma mudança, em função da maneira absolutamente leviana com que esse governo tem conduzido a economia”, disse. 

Recado para a próxima gestão

Marinho afirmou que a forma como as medidas estão sendo aprovadas deixa para o próximo governo um cenário de cortes e suspensão de ações importantes. “Ou nós vamos ter uma catástrofe do ponto de vista econômico, mas parece que o governo não se preocupa com isso”, disse. 

E encerrou repetindo a linha do discurso: “O mérito do projeto é consensual entre todos nós. O que eu lamento é o momento. O governo teve tempo suficiente para olhar a situação do país, corrigir as distorções e buscar alternativas, e não fazer isso a poucos dias da eleição.”

Crítica ao momento, ausência na 6×1

A cobrança sobre o “momento” das votações vem um dia depois de Marinho ficar de fora da principal votação da semana. Na quarta-feira (14), ele foi um dos quatro senadores que não compareceram à votação da PEC do fim da escala 6×1, ao lado de Ciro Nogueira (PP-PI), Marcio Bittar (PL-AC) e Sergio Moro (PL-PR). A proposta passou com 75 votos a favor e apenas um contra.

Parlamentares celebram no plenário do Senado durante a sessão que votou o fim da jornada em escala 6×1, em BrasíliaFoto: Lula Marques/Agência BrasilParlamentares celebram no plenário do Senado durante a sessão que votou o fim da jornada em escala 6×1, em Brasília

A ausência já tinha sido explorada pelos governistas. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), criticou da tribuna a falta de Flávio e Marinho na sessão. Flávio acabou registrando voto favorável à PEC; Marinho constou como ausente.

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Marinho constou como ausente.



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